Alerta eleitoral: 30 mil títulos irregulares em Campo Grande; prazo para regularizar termina em maio

Um número expressivo de eleitores em Mato Grosso do Sul, especialmente em Campo Grande, precisa regularizar sua situação com a Justiça Eleitoral. Ao todo, 30.374 títulos estão irregulares na capital, o que representa uma parcela significativa do total de 79.298 pendências registradas em todo o estado. O prazo final para que esses cidadãos corrijam suas pendências e garantam o direito ao voto nas eleições de 2026 é o dia 6 de maio. A não regularização implica no impedimento de participar do processo eleitoral, além de outras restrições civis.

A situação exige atenção imediata dos eleitores com títulos irregulares. Conforme dados atualizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul até 27 de março, Campo Grande lidera o ranking de irregularidades. O prazo de 6 de maio é crucial, pois marca o encerramento das atividades de transferência de domicílio, emissão de novos títulos, atualizações cadastrais e, fundamentalmente, o registro da biometria. A partir desta data, o cadastro eleitoral é fechado, seguindo a legislação que determina o bloqueio 150 dias antes da eleição, conforme estabelecido pela Lei nº 9.504/1997. A urgência se dá pelo fato de que, após essa data, o eleitor fica impedido de votar nas eleições gerais de 2026, incluindo os turnos que ocorrerão em 4 e 25 de outubro.

No estado, o total de pendências eleitorais soma 79.298 eleitores. Deste montante, 48.924 pendências estão distribuídas pelo interior. Cidades como Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá também apresentam um número considerável de eleitores com títulos irregulares. Dourados, por exemplo, registra 30.374 pendências, um número igual ao de Campo Grande, indicando uma atenção especial necessária em ambas as localidades. Três Lagoas soma 3.643 irregularidades, enquanto Ponta Porã e Corumbá registram 2.505 cada. Essa distribuição geográfica das pendências demonstra a necessidade de ampla divulgação e acesso aos serviços da Justiça Eleitoral em todo o território sul-mato-grossense.

Entenda os riscos da irregularidade eleitoral

A não regularização do título de eleitor pode acarretar sérias consequências para o cidadão. Além de ficar impedido de votar nas eleições de 2026, o eleitor que mantiver seu título irregular pode ter seu cadastro eleitoral cancelado. Isso ocorre em situações como a ausência não justificada em três eleições consecutivas, ou a falta de comparecimento à revisão biométrica obrigatória, quando convocada. O cancelamento do título de eleitor acarreta uma série de restrições, que vão desde o impedimento para tirar passaporte e assumir cargos públicos, até a impossibilidade de participar de concursos públicos, renovar matrículas em instituições de ensino públicas e obter a certidão de quitação eleitoral, documento essencial para diversas finalidades.

Como e onde regularizar seu título em Campo Grande e no interior

Para os eleitores de Campo Grande que precisam regularizar sua situação, o atendimento presencial está disponível na Central de Atendimento ao Eleitor, localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, nº 180, no Jardim Veraneio. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h. A agilidade no atendimento é fundamental, considerando o prazo apertado. Para os eleitores do interior do estado, o atendimento é realizado diretamente nos cartórios eleitorais de cada município, com horários que podem variar, mas geralmente ocorrem das 12h às 18h. É importante verificar o horário específico de cada cartório. O Campo Grande NEWS reforça a importância de comparecer com a documentação necessária para agilizar o processo.

Documentação e procedimentos para a regularização

Para realizar a regularização, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto, como RG ou CNH. O título eleitoral, mesmo que seja o e-Título digital, também pode ser apresentado. Em casos de ausência em eleições anteriores, comprovantes de votação ou de justificativa eleitoral são necessários. Se houver multas a serem pagas, o comprovante de pagamento também deve ser apresentado. Mesmo que o eleitor não possua mais o título físico, ele ainda pode votar utilizando um documento oficial com foto, desde que saiba o seu local de votação. O aplicativo e-Título e a opção de imprimir o documento pelo site da Justiça Eleitoral também são alternativas válidas para comprovar a regularização. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a antecipação é a melhor estratégia para evitar transtornos de última hora.

O cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul conta com um total de 1.989.797 eleitores aptos a votar. Desse universo, 1.722.151 eleitores já possuem o cadastro biométrico realizado, o que demonstra um alto índice de adesão a essa tecnologia. No entanto, ainda existem 267.646 eleitores que não realizaram o registro biométrico, e muitos deles podem estar entre os que possuem títulos irregulares. O número total de eleitores com pendências no estado, 79.298, representa uma parcela que precisa ser alcançada e orientada até o dia 6 de maio. O Campo Grande NEWS destaca que o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, e a regularização é fundamental para o exercício pleno da cidadania.

O prazo de 6 de maio oferece aos eleitores 38 dias corridos e 27 dias úteis para que resolvam suas pendências. É um período que exige organização e proatividade. As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno). A Justiça Eleitoral reforça a importância de comparecer aos postos de atendimento com antecedência para evitar filas e garantir que a regularização ocorra dentro do prazo estabelecido. A participação consciente e regularizada no processo eleitoral é um pilar da democracia brasileira.