Temporada de Cruzeiros em São Paulo Acende Alerta para o Sarampo: Entenda os Riscos e Medidas de Prevenção
Com a chegada do verão, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo emitiu um alerta importante sobre o aumento do risco de reintrodução do sarampo no país. A principal preocupação reside na temporada de cruzeiros, que tem como pontos de parada o litoral paulista, intensificando a circulação de turistas, inclusive internacionais. A situação exige vigilância redobrada e atenção à vacinação da população.
Embora não haja um surto de sarampo no Brasil no momento, a presença da doença em diversas regiões do mundo e o fluxo intenso de viajantes criam um cenário de atenção. O país mantém o certificado de área livre da doença, mas a origem da maioria dos casos registrados é importada, o que reforça a necessidade de medidas preventivas eficazes para evitar a circulação interna do vírus.
A recomendação é clara: quem for embarcar em cruzeiros, seja a turismo ou a trabalho, e pessoas que frequentam aglomerações devem verificar sua situação vacinal. A **vacina tríplice viral**, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal aliada. A imunização deve ser realizada, preferencialmente, ao menos 15 dias antes da viagem ou potencial exposição ao vírus, conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
Importância da Vacinação Tríplice Viral
A vacina tríplice viral é fundamental para a prevenção do sarampo. A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo reforça que a vacinação, com pelo menos 15 dias de antecedência a eventos de maior exposição, é a medida mais eficaz. O esquema vacinal completo é essencial para garantir a proteção individual e coletiva, ajudando a manter o Brasil livre da circulação endêmica do sarampo.
Medidas Auxiliares para Evitar a Contaminação
Além da vacinação, a Secretaria de Saúde de São Paulo sugere **medidas de higiene e conduta** que auxiliam na prevenção da exposição ao sarampo e outras doenças respiratórias. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel são práticas essenciais. Evitar compartilhar objetos pessoais como copos e talheres, assim como não levar as mãos à boca ou aos olhos, também são recomendações importantes.
Manter ambientes limpos e bem ventilados, além de evitar aglomerações e locais pouco arejados, complementam as ações preventivas. O contato próximo com pessoas doentes deve ser evitado ao máximo, reduzindo as chances de transmissão do vírus. Essas medidas simples, quando adotadas por todos, contribuem significativamente para a segurança sanitária.
O Que Fazer em Caso de Sintomas Suspeitos Após a Viagem
Para aqueles que retornam de viagens, especialmente de cruzeiros, é crucial estar atento ao surgimento de sintomas suspeitos de sarampo. Febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, que apareçam em até 30 dias após o retorno, exigem **ação imediata**. A orientação da SES é procurar um serviço de saúde sem demora, informar sobre o histórico de deslocamento e evitar circular em locais públicos para não disseminar a doença.
Situação Epidemiológica do Sarampo no Brasil
No ano de 2025, o Brasil registrou um total de 38 casos notificados de sarampo, sendo que dois deles ocorreram em São Paulo. Apesar desses números, o país mantém seu certificado de área livre da doença. Isso se deve ao fato de que a grande maioria dos casos tem origem importada, e não há, atualmente, uma circulação interna do vírus de forma endêmica. A vigilância contínua e a conscientização sobre a vacinação são, portanto, pilares essenciais para a manutenção desse status sanitário.


