Adolescentes desafiam leis com carro sucateado e ‘gambiarras’ no Centro

Um grupo de adolescentes protagonizou cenas de desrespeito e perigo ao circular pelo centro de Campo Grande em um carro em estado precário, com diversas modificações improvisadas e sem condições de trafegar. O veículo, que chamou a atenção pelo teto cortado, lataria pichada e acelerador feito de fio, circulou por horas, inclusive próximo a viaturas policiais, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

As imagens, registradas pelos próprios jovens e divulgadas através do canal Direto das Ruas, mostram a audácia do grupo em utilizar um carro com o que parece ser um sistema de combustível adaptado com garrafa PET e mangueira. A situação gerou indignação em leitores, que relataram o comportamento irresponsável, incluindo buzinas excessivas e emissão de fumaça pelo escapamento, colocando em risco a segurança de todos.

A ousadia dos adolescentes não parou por aí. Em um dos vídeos, é possível ver o motorista dirigindo em pé, enquanto os passageiros se divertem com a situação inusitada. O acelerador improvisado, acionado por um fio sempre que solicitado, e o banco traseiro substituído por uma cadeira comum, evidenciam a falta de qualquer preocupação com a segurança ou legalidade do veículo. As pichações na lataria, incluindo desenhos ofensivos, completam o cenário de descaso.

Carro sucateado vira atração perigosa no Centro

O veículo, visivelmente sucateado, com o teto cortado e o capô aberto, foi flagrado em diversas ocasiões durante o domingo e a madrugada de segunda-feira. Segundo relatos de um leitor ao Campo Grande NEWS, o grupo estaria circulando com o carro desde as 15h de domingo, causando transtornos com buzinas e fumaça.

Em um dos vídeos, o grupo anuncia a chegada na Avenida Afonso Pena e, ao avistar viaturas da Polícia Militar, um dos jovens comenta com despreocupação: “dá nada, dá nada, os homens”. Outro incentiva a buzinar, enquanto o motorista demonstra pressa em se afastar, gritando “não, vamos embora, acelera, acelera, gurizada”. Essa atitude levanta questionamentos sobre a fiscalização e o controle de veículos em condições tão precárias.

Gambiarras extremas e risco iminente

A criatividade, ou a falta dela, ficou evidente quando um dos passageiros exibiu o sistema de combustível improvisado, feito com uma garrafa PET e uma mangueira. “Ativamos a ferramenta meus parceiros, o bagulho tá louco aqui”, disse, mostrando a gambiarra que substituía o tanque do veículo. Essa adaptação, além de extremamente perigosa, demonstra um total desrespeito às normas de segurança veicular.

O leitor que denunciou a situação ressaltou a falta de respeito no trânsito e o risco que o grupo representava. “Colocando a vida de terceiros e as próprias deles em risco”, afirmou. O flagrante mais recente ocorreu por volta das 0h40 de segunda-feira, também na Avenida Afonso Pena. A situação foi parar nas redes sociais, onde o grupo teve acesso aos vídeos que escancaravam a circulação do carro sucateado pela cidade, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

Autoridades e a falta de controle

A circulação de um veículo em tão más condições, com modificações tão evidentes e perigosas, levanta sérias questões sobre a fiscalização de trânsito. A forma como os adolescentes transitavam, inclusive se aproximando de viaturas policiais sem sofrer qualquer tipo de abordagem, sugere uma falha no patrulhamento e na aplicação das leis de trânsito. A visibilidade do carro sucateado e as manobras arriscadas deveriam ter sido suficientes para uma intervenção imediata das autoridades.

A divulgação dos vídeos nas redes sociais, permitindo que o próprio grupo tivesse acesso às imagens de suas infrações, evidencia a necessidade de um controle mais rigoroso sobre a disseminação de conteúdo que normaliza ou incentiva comportamentos de risco. A atitude dos adolescentes, que pareciam se divertir com a situação, reflete uma possível falta de conscientização sobre os perigos envolvidos e as consequências legais de suas ações. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos deste caso.