Ações de combate ao furto de energia elétrica em Mato Grosso do Sul resultaram na recuperação de 5,4 gigawatt-hora (GWh) nos quatro primeiros meses de 2026. Este volume é suficiente para abastecer cerca de 65 mil residências durante um ano inteiro, conforme divulgado pela Energisa Mato Grosso do Sul. A concessionária realizou quase 20 mil fiscalizações, identificando quase 3 mil irregularidades, com a maior incidência concentrada em Campo Grande. As operações, com apoio policial, levaram a quatro prisões até o momento.
O enfrentamento às perdas de energia em Mato Grosso do Sul tem mostrado resultados significativos. Nos primeiros quatro meses de 2026, a Energisa recuperou um volume de energia que poderia suprir a demanda anual de aproximadamente 65 mil lares. Essa façanha é fruto de um esforço contínuo em fiscalização e tecnologia.
Ao longo do período analisado, a Energisa Mato Grosso do Sul intensificou suas ações de campo, realizando cerca de 19,8 mil fiscalizações técnicas em unidades consumidoras por todo o estado. Essas inspeções foram cruciais para identificar 2.977 irregularidades. Deste total, 1.400 casos foram classificados como desvio de energia, popularmente conhecidos como “gatos”, e outras 1.577 ocorrências envolveram a adulteração de medidores de energia para manipular o consumo registrado.
Campo Grande é o epicentro das irregularidades
A capital, Campo Grande, despontou como o principal polo de irregularidades. A cidade concentrou 42% de todos os registros de fraudes e desvios de energia contabilizados nos primeiros meses do ano. A Energisa também realizou o maior volume de ações de fiscalização na capital, indicando a necessidade de um foco maior na região para coibir essas práticas ilegais.
Para intensificar o combate a essas fraudes, a Energisa tem promovido operações integradas, contando com o apoio fundamental das polícias Civil e Militar. Essas ações conjuntas já resultaram em quatro prisões até o momento. A concessionária planeja a realização de outras 18 operações conjuntas com as forças de segurança até o final de 2026, demonstrando o compromisso em erradicar o problema.
Investimento em tecnologia e segurança
Alex Almeida, coordenador de combate a perdas da Energisa Mato Grosso do Sul, destacou a importância do monitoramento constante e do investimento em tecnologia. “Realizamos ações contínuas de combate ao furto de energia por meio de tecnologia, monitoramento da rede e inspeções técnicas em campo”, afirmou. Ele ressaltou ainda os investimentos em modernização do sistema elétrico e na regularização de áreas com ligações irregulares.
Em 2026, a previsão de investimento da Energisa no combate às irregularidades no estado é de cerca de R$ 16 milhões. “Também investimos na modernização do sistema elétrico e na regularização de áreas com ligações irregulares”, explicou Almeida.
Riscos e consequências do furto de energia
O coordenador de combate a perdas fez um alerta sobre os perigos inerentes às ligações clandestinas. “Essa é uma prática ilegal e extremamente prejudicial para a segurança da população e para o sistema elétrico”, destacou. Ele enfatizou que os “gatos” aumentam significativamente os riscos de choques elétricos, incêndios e acidentes graves, além de comprometerem a qualidade do fornecimento de energia para todos.
Além do prejuízo financeiro direto para a concessionária e para os consumidores que pagam pela energia furtada, o roubo de energia pode causar sobrecarga na rede elétrica. Isso resulta em oscilações no fornecimento, queima de equipamentos eletrônicos e interrupções no serviço, afetando a vizinhança como um todo. A prática é considerada crime pelo Código Penal Brasileiro, sujeitando os infratores à prisão e à obrigação de ressarcir os valores desviados.
Prisão em flagrante por furto de energia e poluição ambiental
Em uma ação recente, conforme reportagem do Campo Grande News, a polícia prendeu em flagrante um homem de 37 anos no bairro Jardim Zé Pereira, em Campo Grande. Ele foi detido pelos crimes de poluição ambiental e furto de energia elétrica. A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), após denúncia.
Durante as diligências, os policiais constataram que o suspeito armazenava resíduos em sua residência, acumulando lixo e materiais perigosos, como baterias de lítio e telhas de amianto. O furto de energia, o popular “gato”, também foi verificado no imóvel. O suspeito foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça. O Campo Grande NEWS checou os detalhes desta ocorrência, reforçando a importância do trabalho policial e da colaboração cidadã para combater crimes que afetam a comunidade.
O caso, como apontado pelo Campo Grande NEWS, ilustra a gravidade e a diversidade de crimes associados às ligações clandestinas, que vão desde a insegurança pública até danos ambientais. A expertise do Campo Grande NEWS na cobertura de ocorrências locais contribui para a conscientização da população sobre esses riscos.

