Pitbulls soltos aterrorizam bairro: ‘Não sabemos quando será o próximo ataque’

Moradores em pânico com cães agressivos à solta

O bairro Vieira Park, em Campo Grande, tornou-se palco de uma onda de medo e insegurança. Relatos de moradores indicam que cães da raça pitbull, que circulam livremente pelas ruas, têm protagonizado ataques violentos, gerando pânico na comunidade. A situação se agravou com a morte de um cão chamado “Neguim”, o caso mais recente de uma série de episódios que assustam os residentes.

O primeiro ataque teria ocorrido em março de 2025, e desde então, a frequência e a gravidade dos incidentes só aumentaram. Os animais, que parecem não ter tutores definidos, passaram a circular com maior frequência pelo bairro, aumentando a apreensão de quem transita pelas vias. Inicialmente, os ataques eram direcionados a outros animais, mas, com o tempo, a agressividade se estendeu a pessoas, incluindo adultos e crianças.

A falta de clareza sobre a origem dos cães e a ausência de ações efetivas por parte das autoridades competentes intensificam a sensação de desamparo entre os moradores. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a situação é descrita como um pesadelo diário, onde a incerteza sobre o próximo ataque impera.

Ameaça constante nas ruas do Vieira Park

A circulação constante dos pitbulls por diferentes ruas do bairro é um dos principais fatores que contribuem para a crescente insegurança. Moradores relatam que os cães agem de forma imprevisível, e o medo de se tornarem as próximas vítimas, ou de verem seus próprios animais atacados, é constante. “Não sabemos quando vai ser o próximo ataque”, desabafa uma moradora que preferiu não se identificar, refletindo o sentimento geral da comunidade.

Além da ameaça direta dos animais, o bairro Vieira Park enfrenta outros problemas que agravam a sensação de abandono e insegurança. O mato alto e a lama em diversas áreas dificultam a circulação e criam um ambiente propício para a proliferação de animais soltos e, possivelmente, em situação de maus-tratos, o que poderia explicar as fugas frequentes.

Maus-tratos e falta de resposta das autoridades

Há uma forte suspeita entre os moradores de que os cães possam estar sofrendo maus-tratos, o que os levaria a um comportamento mais agressivo e a tentativas de fuga. Essa hipótese, no entanto, não é acompanhada por ações concretas das autoridades. Os pedidos de ajuda e denúncias feitos pelos residentes parecem não ter obtido uma resposta rápida ou efetiva até o momento, segundo relatos ao Campo Grande NEWS.

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) foram contatadas pelo g1, mas não forneceram respostas até a última atualização da reportagem. Essa falta de comunicação e ação agrava a angústia dos moradores, que se sentem desprotegidos diante da ameaça.

Legislação e como agir em caso de ataque

É importante lembrar que maus-tratos, abuso e violência contra animais são crimes previstos por lei no Brasil. A pena para quem comete esses crimes contra cães ou gatos pode variar de dois a cinco anos de prisão, além de multa e perda da guarda do animal. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a lei prevê punições severas para os tutores negligentes ou cruéis.

Em situações de encontro com um animal que possa ser agressivo, a recomendação de especialistas é manter a calma e, se possível, se afastar gradualmente. Parar de andar e não fazer movimentos bruscos pode diminuir o interesse do animal em atacar. Correr é geralmente desaconselhado, pois pode estimular o instinto de perseguição.

Caso um ataque ocorra, tentar puxar o animal violentamente pode piorar as lesões na vítima. Métodos como a asfixia controlada, erguer a parte traseira do animal para desequilibrá-lo, ou jogar água em sua boca são sugeridos como alternativas mais seguras para conter a agressão. Em caso de descumprimento da lei da focinheira, é possível registrar ocorrência na Polícia Civil ou Guarda Municipal.

Mesmo sem um ataque direto, é fundamental denunciar animais agressivos ou em situação de risco. Essa atitude não só busca a responsabilização do tutor, mas também contribui para a prevenção de futuros incidentes e para a segurança de toda a comunidade.