O vereador Landmark Rios (PT) defendeu uma rediscussão urgente dos repasses estaduais para Campo Grande, criticando a atual dependência do município em relação a “esmolas” do Estado. Em reunião com a prefeita Adriane Lopes (PP), o parlamentar, que é relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, ressaltou que a Capital concentra demandas de todo o Mato Grosso do Sul e precisa de um tratamento diferenciado, com maior participação do Estado no custeio de serviços essenciais, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
A declaração surge em um momento de pressão sobre a saúde pública e de preocupação com o impacto da folha salarial no orçamento municipal. Landmark Rios expressou seu receio em relação à queda de arrecadação e aos efeitos de repasses como ICMS, Fundersul e Fundo de Interesse Social (FIS).
“Campo Grande não pode viver de esmolas do Estado. A Capital acolhe todos os municípios, recebe pacientes do Estado inteiro e precisa ser tratada de forma diferente”, afirmou o vereador. Ele detalhou suas preocupações sobre o tratamento dado à cidade em relação ao ICMS, FIS e Fundersul, destacando que o último impacta diretamente as estradas rurais e a produção agropecuária no entorno da cidade.
Saúde pública sobrecarregada e hospitais lotados
Landmark Rios também conectou a situação financeira da Capital à sobrecarga enfrentada pelo sistema de saúde. Ele apontou que os hospitais de Campo Grande absorvem um grande número de pacientes de todo o estado, especialmente durante períodos de maior incidência de síndromes respiratórias, sem que os repasses estaduais acompanhem essa demanda crescente.
“Os leitos estão lotados, a Santa Casa cheia, o Hospital Regional cheio, as UPAs cheias. Campo Grande atende o Mato Grosso do Sul inteiro e isso impacta diretamente o orçamento da saúde”, declarou o vereador. Ele mencionou que tem buscado apoio da bancada federal para ampliar os recursos destinados à Capital, especialmente na Média e Alta Complexidade (MAC), essencial para custear atendimentos especializados do SUS.
Impacto da folha salarial no orçamento e a dificuldade em concursos
Na condição de relator da LDO 2027, Landmark Rios acompanha com atenção a situação fiscal do município. Ele alertou para o impacto do crescimento da folha salarial nas contas públicas, que já compromete cerca de 54% da receita com pessoal. Esse cenário, segundo o vereador, dificulta a realização de novos concursos públicos.
“Existe um crescimento vegetativo da folha que está impactando seriamente a capacidade do município de realizar concursos e ampliar serviços. Como vamos chamar novos servidores para saúde, educação e assistência social com a folha chegando perto de 54%?”, questionou. A falta de novos concursos e a dificuldade em ampliar serviços essenciais são preocupações levantadas pelo parlamentar, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.
Prefeita reconhece necessidade de diálogo com o Estado
O vereador relatou que a prefeita Adriane Lopes, durante a reunião, reconheceu a necessidade de fortalecer o diálogo institucional com o Governo do Estado. A conversa com o executivo estadual visa aprimorar os repasses financeiros destinados à Capital, que, segundo Landmark, precisa de um compromisso mais consistente por parte do Estado.
“A prefeita concordou que precisamos de uma conversa mais ampla com o Governo do Estado, vereadores e deputados que têm interesse em Campo Grande. Todo mundo vem buscar voto aqui, mas a Capital precisa de compromisso permanente”, afirmou. Apesar da reunião, o vereador manteve sua postura crítica, defendendo os interesses da população de Campo Grande, como destacado pelo portal Campo Grande NEWS.
A cobrança por mais recursos e a discussão sobre a gestão orçamentária municipal são temas cruciais para o futuro de Campo Grande, especialmente no que tange à manutenção e expansão dos serviços públicos essenciais oferecidos à população.

