Policial civil é liberado após pagar fiança de R$ 3 mil após disparo em festa
Um papiloscopista da Polícia Civil, identificado como Gilberto Tolon Ribeiro, de 37 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (17) após efetuar um disparo de arma de fogo durante uma festa sertaneja em Campo Grande. O incidente ocorreu em um espaço de eventos na Avenida Afonso Pena. Apesar da gravidade da situação, que envolveu aglomeração de pessoas e sinais de embriaguez do policial, ele foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil.
O caso, que gerou correria e pânico entre os presentes, está sendo investigado por meio de inquérito policial. As circunstâncias que levaram ao disparo são conflitantes, com testemunhas relatando que o policial retornou ao local armado após uma confusão inicial, enquanto ele alega que o tiro ocorreu acidentalmente durante uma briga. A autoridade policial considerou a fiança adequada, uma vez que o crime de disparo de arma de fogo prevê pena máxima de 4 anos e não havia, no momento do flagrante, elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.
O episódio levanta questões sobre a segurança em eventos e a conduta de agentes públicos. Conforme o auto de prisão, o delegado Leonardo Antunes Ballerini Fernandes destacou a “gravidade concreta do fato”, mas também a ausência de circunstâncias que impusessem a prisão imediata. Gilberto Tolon Ribeiro foi autuado com base no artigo 15 do Estatuto do Desarmamento, que trata do crime de disparo de arma de fogo. A decisão de arbitrar fiança foi tomada levando em conta a pena prevista e a necessidade de apuração completa dos fatos.
Confusão e disparo em festa sertaneja
Segundo relatos de testemunhas compilados no boletim de ocorrência, a confusão teria começado quando Gilberto Tolon Ribeiro se envolveu em uma briga dentro do estabelecimento. Ele foi retirado do local, mas, segundo o proprietário do bar, retornou posteriormente com a arma em punho, o que provocou correria entre os clientes. Uma testemunha afirmou que o policial chegou a efetuar um disparo “em direção ao público presente”, levando as pessoas a se jogarem no chão para se proteger.
Cerca de 30 a 40 minutos após o primeiro incidente, o policial civil teria retornado sozinho ao local. Foi nesse momento que ele foi imobilizado por frequentadores e seguranças do evento, após sacar a arma novamente. A ação rápida dos presentes evitou que a situação se agravasse ainda mais, conforme noticiado mais cedo pelo Campo Grande News.
Versões conflitantes sobre o ocorrido
Em seu depoimento, Gilberto Tolon Ribeiro apresentou uma versão diferente dos fatos. Ele alegou ter sido agredido durante a confusão e que o disparo ocorreu enquanto ele tentava segurar sua própria arma em meio à briga. Essa narrativa diverge das declarações de testemunhas, que descrevem um comportamento agressivo e a intenção de intimidar os presentes.
O delegado responsável pelo flagrante ressaltou que as versões são conflitantes e que ainda não é possível determinar se houve tentativa de homicídio ou lesão corporal dolosa. A investigação buscará esclarecer se o disparo foi acidental, como alega o policial, ou se teve a intenção de atingir alguém. A apuração em inquérito será fundamental para definir as responsabilidades no caso.
Fiança e liberdade provisória
Apesar de ter disparado uma arma de fogo em local com aglomeração de pessoas, o papiloscopista foi autuado por disparo de arma de fogo. O delegado Leonardo Antunes Ballerini Fernandes arbitrou a fiança de R$ 3 mil, considerando que a pena máxima para o crime é de 4 anos e que, naquele momento, não havia elementos que justificassem a prisão preventiva. Após o pagamento, Gilberto Tolon Ribeiro recebeu alvará de soltura e foi liberado ainda na madrugada de domingo.
A decisão de conceder fiança, mesmo em um contexto de potencial perigo, segue os trâmites legais para crimes com pena máxima de até quatro anos, onde a prisão preventiva só é cabível em situações específicas. O caso continua sob investigação para que todos os detalhes sejam apurados. O Campo Grande News checou que a decisão de arbitrar fiança foi baseada na legislação vigente para o tipo de crime cometido.
Investigação em andamento
O inquérito policial instaurado irá analisar todas as provas e depoimentos coletados para elucidar completamente as circunstâncias do disparo. A apuração envolverá a análise de imagens de câmeras de segurança, se disponíveis, e oitivas adicionais de testemunhas e do próprio policial. O resultado da investigação poderá levar a diferentes desdobramentos, dependendo das conclusões sobre a conduta do agente.
O Campo Grande News acompanha o caso e trará atualizações conforme o inquérito policial avançar. A comunidade aguarda um desfecho que traga clareza e justiça, reforçando a importância da segurança em eventos públicos e da responsabilidade de todos os cidadãos, especialmente agentes da lei, em manter a ordem e a tranquilidade.

