Menor vendia vídeo de estupro coletivo por R$ 5 no Rio

Um dos menores envolvidos no chocante estupro coletivo de uma menina de 12 anos em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, teria filmado o crime e comercializado o vídeo por apenas R$ 5. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, que também aponta que os agressores gravaram uma comemoração após cometerem o abuso. A delegada Fernanda Caterine, da Delegacia de Apoio à Mulher (Deam) de Campo Grande, destacou a crueldade da ação: “Um deles estava vendendo por R$ 5. Quer dizer, a imagem dessa menina, a intimidade dessa menina valia R$ 5”. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a gravidade dos fatos chocou os moradores da região.

As investigações apontam que a estudante foi atraída para a casa de um jovem com quem mantinha um relacionamento. No local, outros sete adolescentes a aguardavam. Segundo a polícia, a situação foi planejada e premeditada pelo namorado da vítima. Ela foi surpreendida e submetida a agressões e ofensas durante o ato sexual. O crime, que ocorreu no dia 22 de abril, só veio à tona semanas depois, quando os vídeos começaram a circular nas redes sociais, chegando à mãe da vítima.

Vítima foi atraída sob falso pretexto

A dinâmica do crime revela uma ordem fria e calculista. A menina foi enganada com a promessa de um encontro com o namorado, mas ao chegar ao local, foi cercada e violentada pelo grupo. Durante todo o abuso, o ato era filmado pelos próprios agressores. Após a agressão, a jovem retornou para casa, mas o medo e a vergonha a impediram de contar o ocorrido. O caso só foi denunciado quando as imagens da violência começaram a se espalhar, expondo a brutalidade do ataque. A própria vítima já prestou depoimento e está recebendo acompanhamento psicológico e médico, passando por exame de corpo de delito.

Adolescentes apreendidos e procurados

A Justiça determinou a apreensão e internação provisória dos oito adolescentes envolvidos, com idades entre 12 e 16 anos. Até o momento, seis foram apreendidos, enquanto dois ainda são procurados pela polícia. A autorização para a apreensão de celulares e computadores usados pelos suspeitos também foi concedida. Esses aparelhos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar todas as circunstâncias do crime, bem como possíveis cúmplices na disseminação das imagens. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a comunidade local está chocada e clama por justiça.

Investigações em andamento e busca por justiça

A delegada Fernanda Caterine ressaltou a gravidade do caso e a expectativa de responsabilização dos envolvidos: “Eu não tenho palavras para descrever. Nós somos mães, pais, e espero que esses adolescentes sejam responsabilizados”. As investigações continuam em curso para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar quem mais pode ter participado ou contribuído para a divulgação do material. A TV Globo informou que não conseguiu contato com as defesas dos menores até a última atualização desta reportagem. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o caso para trazer atualizações sobre as investigações e o desfecho judicial.

A divulgação de vídeos de crimes, especialmente envolvendo menores, é uma prática criminosa e causa profunda dor às vítimas e suas famílias. A polícia reforça a importância da denúncia de qualquer atividade suspeita e da colaboração da comunidade para a segurança de todos, especialmente das crianças e adolescentes. A disseminação de material de abuso pode configurar crime de violação de direitos autorais e de divulgação de conteúdo impróprio, com pesadas sanções legais. A rapidez na denúncia foi crucial para o início das investigações neste caso.

A força-tarefa policial está empenhada em garantir que todos os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei. A análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos será fundamental para reconstruir os fatos e entender a motivação por trás de tamanha crueldade. A sociedade espera que a justiça seja feita e que sirva de exemplo para coibir futuros crimes dessa natureza. A segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes são prioridades, e a resposta rápida e eficaz das autoridades é essencial para transmitir essa mensagem.