O Procon de Mato Grosso do Sul deu início nesta quarta-feira (13) às audiências de conciliação com a empresa promotora do show da banda Guns N’ Roses, realizado em abril em Campo Grande. A iniciativa surge em resposta a um volume expressivo de 232 reclamações formalizadas por consumidores que vivenciaram problemas significativos durante e após o evento.
As audiências, que buscam um acordo entre as partes, acontecem tanto de forma presencial quanto online, seguindo as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. A expectativa é que, caso não haja um consenso, a produtora possa enfrentar sanções administrativas e multas.
Procon MS media acordo após falhas em show do Guns N’ Roses
O evento da banda Guns N’ Roses em Campo Grande, que ocorreu em abril, tornou-se palco de intensas reclamações por parte dos fãs. Problemas de organização, longas filas e atrasos no acesso ao local foram os principais pontos levantados em 232 queixas registradas no Procon Mato Grosso do Sul. O órgão de defesa do consumidor agora busca mediar um acordo entre os consumidores prejudicados e a empresa responsável pela realização do show.
As sessões de conciliação estão sendo realizadas na sede do Procon-MS, localizada na Rua Padre João Crippa, n° 3115, e também pela internet, oferecendo flexibilidade para os consumidores que buscam resolver suas demandas. Conforme informado pela instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), foram reservadas pautas específicas para atender a cada caso individualmente, garantindo atenção detalhada aos relatos.
O processo segue rigorosamente as normas estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e pelo Decreto Estadual nº 15.647/21, que rege a apuração de infrações contra o consumidor no estado. O número total de audiências a serem realizadas dependerá diretamente do comparecimento das partes nos horários agendados, um passo crucial para a resolução das pendências.
Empresa promotora adere a procedimentos eletrônicos para agilizar respostas
Em um movimento que visa otimizar o atendimento a futuras reclamações, a empresa promotora do evento já aderiu à Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, após responder a um Procedimento de Investigação Preliminar (PIP). Essa medida, segundo o Procon, tem o potencial de acelerar o recebimento de respostas para novos consumidores que venham a registrar queixas, demonstrando um compromisso em melhorar a comunicação e a resolução de problemas.
O Procon Mato Grosso do Sul enfatiza que sua atuação se concentra na esfera administrativa, com o objetivo principal de facilitar um acordo amigável entre os consumidores e a empresa. No entanto, caso a conciliação não seja alcançada, o mérito de cada caso poderá ser analisado mais a fundo, abrindo a possibilidade para a aplicação de sanções administrativas e multas, como previsto em lei.
Show marcado por caos logístico e insatisfação dos fãs
A investigação do Procon sobre o show do Guns N’ Roses foi iniciada em abril, logo após o evento, quando os primeiros relatos de dificuldades de acesso começaram a surgir. Inicialmente, 17 pessoas formalizaram suas reclamações, apontando atrasos que comprometeram a experiência, com alguns fãs chegando a perder parte da apresentação. O número de queixas, contudo, cresceu exponencialmente nas semanas seguintes.
O evento, realizado no Autódromo de Campo Grande no dia 9 de abril, foi amplamente criticado pela **caótica organização do trânsito e do acesso**. Relatos de consumidores descrevem congestionamentos severos na BR-262, com motoristas enfrentando filas de até sete horas em um trecho que chegou a registrar aproximadamente 14 quilômetros de lentidão. Muitos fãs, desesperados para não perder o show, optaram por seguir a pé até o local.
Faltou, segundo os relatos, organização no controle do tráfego, ausência de agentes para orientar os motoristas e uma demora excessiva para o acesso aos estacionamentos. A própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou falhas significativas no plano de mobilidade apresentado pela organização do evento, incluindo dificuldades na leitura de QR Codes e outros problemas operacionais na entrada do público.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação gerou grande repercussão nas redes sociais e entre os veículos de comunicação locais, que cobriram extensivamente os transtornos. A atuação do Procon agora visa garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados e que a produtora seja responsabilizada pelas falhas ocorridas, conforme o Campo Grande NEWS checou. A expectativa é que as audiências resultem em uma solução justa para os 232 consumidores que apresentaram queixas, como apurado pelo Campo Grande NEWS.

