Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (12) em Campo Grande, em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra um esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco. A ação, denominada “Operação Buraco sem Fim”, investiga desvios de dinheiro público e superfaturamento em serviços de manutenção de vias públicas realizados em 2018.
A investigação, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), aponta para a existência de uma organização criminosa que atuava de forma sistemática. O grupo é suspeito de manipular medições de serviços e realizar pagamentos indevidos, resultando em obras de má qualidade e enriquecimento ilícito.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, foram cumpridos sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão. As investigações revelaram que pagamentos públicos não correspondiam aos serviços efetivamente prestados, configurando o desvio de recursos. A empresa investigada, entre 2018 e 2025, teria acumulado contratos e aditivos que somam mais de R$ 113 milhões.
Dinheiro em espécie apreendido em larga quantidade
Durante as buscas, os agentes encontraram expressivas quantias em dinheiro vivo. Ao todo, foram apreendidos pelo menos R$ 429 mil em espécie. Em um dos endereços, que pertence ao ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, os investigadores encontraram R$ 186 mil em notas de real. Em outro imóvel, pertencente a um dos alvos da operação, foram localizados R$ 233 mil.
A Operação Buraco sem Fim visa desarticular um esquema que compromete a qualidade das vias públicas e o erário. O MPMS busca coibir a corrupção e garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e transparente na cidade.
O esquema, segundo a investigação, envolvia a fraude na execução do serviço de manutenção de vias públicas. A manipulação das medições e a realização de pagamentos indevidos eram métodos utilizados para permitir o desvio de dinheiro público. Esse desvio, consequentemente, resultava na má qualidade das ruas e avenidas de Campo Grande.
A atuação conjunta de diferentes órgãos do MPMS, incluindo o Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI/MPMS) e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Campo Grande, demonstra a complexidade e a seriedade da investigação. A colaboração entre as unidades fortalece a capacidade de combate à corrupção.
A “Operação Buraco sem Fim” é um marco na luta contra a corrupção em Campo Grande. A investigação detalhada e a ação rápida do Ministério Público demonstram o compromisso em proteger o patrimônio público e garantir que os serviços prestados à população sejam de qualidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a operação visa restaurar a confiança nos serviços públicos.
A suspeita é que a organização criminosa tenha operado por anos, explorando falhas em processos licitatórios e de fiscalização. A descoberta de grandes quantias em dinheiro vivo reforça a hipótese de movimentação financeira ilícita e a existência de um esquema robusto de lavagem de dinheiro. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação continua para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.
A população de Campo Grande é a maior prejudicada por esse tipo de fraude. Ruas esburacadas causam transtornos, acidentes e prejuízos materiais. A má aplicação de recursos públicos em obras de tapa-buraco, que deveriam garantir a trafegabilidade e segurança, acaba por perpetuar um ciclo de descaso com a infraestrutura urbana. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a expectativa é que a operação traga mais transparência para os contratos públicos.
As autoridades reforçam a importância da colaboração da sociedade no combate à corrupção. Qualquer informação sobre irregularidades em contratos públicos pode ser denunciada ao Ministério Público. A garantia de sigilo é assegurada pela Constituição Brasileira, permitindo que cidadãos possam contribuir para a investigação sem receios. O Jornal Midiamax disponibiliza o contato via WhatsApp (67) 99207-4330 e Messenger do Facebook para denúncias e informações.

