O Dia das Mães, data tradicionalmente celebrada com afeto e reuniões familiares, ganhou um tom de saudade e profunda emoção em Campo Grande. Muitas famílias escolheram passar a data em locais de descanso eterno, visitando os túmulos de suas mães e entes queridos. Nem mesmo o frio e o vento que atingiram a Capital neste domingo foram capazes de afastar os corações que buscavam prestar suas homenagens e sentir a presença daqueles que partiram.
Homenagens emocionam em cemitérios de Campo Grande
Em um misto de dor e carinho, os cemitérios de Campo Grande se tornaram pontos de encontro para expressar amor e saudade. A atmosfera era de reflexão, com orações silenciosas e o cuidado em arrumar os locais de descanso. Flores frescas, limpeza de lápides e palavras sussurradas ao vento compuseram o cenário de um dia que, para muitos, é marcado pela ausência, mas transformado em afeto.
O ritual de visitar os entes queridos em datas especiais é uma forma de manter viva a memória e o amor. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a necessidade de celebrar e lembrar das mães, mesmo após a partida, é um sentimento compartilhado por diversas famílias na capital.
Balões levantam voo em memória às mães
No cemitério Park Monte das Oliveiras, um momento de forte comoção marcou o dia. Em uma demonstração de fé e saudade, um ato simbólico reuniu visitantes para soltar balões coloridos. A iniciativa, dedicada às mães, proporcionou um instante de esperança e união em meio à tristeza, ecoando o desejo de que o amor transcenda a barreira da vida.
Essa demonstração de carinho, segundo o Campo Grande NEWS, buscou transformar a dor da perda em uma celebração da vida e do legado deixado pelas mães. A imagem dos balões subindo aos céus simbolizou os sentimentos que não podem mais ser ditos pessoalmente, mas que permanecem vivos nos corações.
Histórias de amor e superação ecoam nos túmulos
A dona de casa Leda Martins Xavier, de 67 anos, emocionou ao relatar sua visita ao túmulo de sua sogra, Dona Assunção, no Jardim da Paz. A sogra, que faleceu há dois anos aos 104 anos, completaria aniversário neste domingo. Leda expressou a profunda admiração que sente pela sogra, a quem considera uma segunda mãe, e a falta que ela faz.
“Eu a admiro muito. Hoje ela está me fazendo muita falta. Então eu quis vir aqui trazer uma florzinha para ela e desejar que descanse em paz”, compartilhou Leda, com os olhos marejados. A visita serviu como um lembrete do forte vínculo familiar e da importância de honrar quem já partiu.
O aposentado Rubens Vilacio Aguero, 67 anos, também prestou sua homenagem à mãe ao lado da esposa. Ele relembrou a figura de sua mãe como uma mulher batalhadora, que o criou praticamente sozinha com muito carinho e atenção. “Era uma pessoa forte, dessas do tempo antigo”, disse, com orgulho.
Família se une para honrar a memória da mãe
A autônoma Karina Elenice, 44 anos, ao lado de suas duas irmãs, homenageou a mãe, Tibete Eliane, que faleceu há três meses, vítima de câncer. Karina contou que a mãe, que veio do Rio Grande do Sul para Mato Grosso do Sul há 38 anos em busca de uma vida melhor para seus cinco filhos, foi uma mulher de muita garra, que trabalhou como doméstica e depois abriu seu próprio negócio como MEI.
Karina descreveu a mobilização da família para cuidar da mãe em seus últimos meses de vida. “A gente largou tudo para cuidar dela. Minha irmã deixou a casa e o marido em Três Lagoas para ficar com ela. Eu deixei meu comércio com meu esposo e fui cuidar dela enquanto havia tempo”, relembrou, com a voz embargada.
A irmã caçula, Franciele Tabile, 38 anos, analista de departamento pessoal, ressaltou o compromisso das irmãs em manter vivos os encontros familiares que a mãe tanto prezava. A devoção da mãe à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também foi mencionada, mostrando a fé que guiava a família.
Essas histórias, que Campo Grande NEWS registrou, demonstram a força dos laços familiares e a importância de perpetuar o amor e as memórias. Mesmo com a dor da perda, o Dia das Mães nos cemitérios se tornou um momento de reafirmação do amor incondicional e da saudade que permanece.

