Agência Brasil: 36 anos democratizando informação e combatendo fake news

A Agência Brasil, braço jornalístico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), completa 36 anos de atuação em um cenário de profundas transformações tecnológicas e desafios crescentes para o jornalismo. Nascida em uma época em que computadores eram artigos de luxo e celulares, uma utopia, a agência evoluiu para se tornar um pilar fundamental na divulgação de notícias com credibilidade e acesso gratuito para todo o país. Essa trajetória, marcada pela adaptação e pela ampliação de sua capilaridade, tem sido fundamental para a pluralização do debate público e o combate à desinformação, conforme ressaltam pesquisadores e entidades ligadas à comunicação profissional. O modelo de distribuição gratuita de conteúdo, segundo especialistas, democratiza o acesso à informação de qualidade, fortalecendo a cidadania e o desenvolvimento social. Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, o veículo público registrou um crescimento de 40% no acesso nos últimos dois anos, ampliando sua relevância em serviços essenciais e temas do cotidiano.

Agência Brasil: mais acesso, mais cidadania e combate à desinformação

Em 36 anos, a Agência Brasil deixou de ser apenas um difusor de notícias governamentais para se transformar em um veículo público essencial, oferecendo materiais jornalísticos de alta qualidade e de uso gratuito para veículos de comunicação de todos os portes no Brasil. Essa democratização do acesso à informação é vista por estudiosos como um passo crucial para a pluralização de pautas, o enfrentamento da disseminação de notícias falsas e a promoção do desenvolvimento e da cidadania em todo o território nacional.

“A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirma o professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele destaca que o veículo tem se tornado uma referência na cobertura de temas de interesse público, como campanhas de vacinação, programas sociais, e até mesmo na explicação de deveres cidadãos e temas econômicos do dia a dia da população.

Investimento estratégico para o país

Para Pedro Aguiar, que também é pesquisador sobre agências de notícias, o trabalho da Agência Brasil representa um investimento estratégico no desenvolvimento do país, indo além da comunicação como um bem meramente simbólico. Ele compara a ação da agência a uma vacina contra a desinformação, com frutos que podem ser colhidos a curto e longo prazo.

“Tudo isso já é muito positivo, mas pode melhorar se a capilaridade dessa rede de apuração for aumentada. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, explicou. O pesquisador ressalta que a melhor forma de conscientizar a sociedade sobre o papel do jornalismo público é reforçar a relevância da produção de conteúdos jornalísticos de qualidade, algo que a agência já faz e pode sempre aprimorar.

A importância da capilaridade e da soberania informativa

Aguiar sugere que a Agência Brasil se fortaleça com correspondentes em todas as regiões do país e também no exterior. “Estamos vivendo um cenário de guerras que tem uma cobertura midiática ainda dependente das estruturas do primeiro mundo. Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria os materiais”, pontua.

Ele observa que o subfinanciamento ou desfinanciamento de grande parte da mídia privada aumenta o risco de a comunicação servir a interesses de oligopólios. “Os cidadãos podem ficar mais à mercê desses grandes conglomerados tecnológicos e plataformas”, alertou. Pedro Aguiar considera que o investimento contínuo do Estado brasileiro na Agência Brasil reforça o compromisso com a democratização do acesso à informação, contrastando com decisões de países como Argentina e México, que retiraram financiamentos de agências públicas, deixando suas populações mais vulneráveis.

Fernando de Oliveira Paulino, pesquisador em comunicação pública e professor da Universidade de Brasília (UnB), defende que um país que busca soberania e uma população bem informada necessita de uma agência pública de notícias fortalecida. “Dessa maneira, é essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e com as condições necessárias”, disse Paulino, que também preside a Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic).

Jornalismo regional e combate à desinformação

Entidades representativas do setor jornalístico no Brasil endossam a importância estratégica da Agência Brasil. Moacyr de Oliveira Filho, diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), ressalta que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, uma agência pública de notícias desempenha um papel crucial. “Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, apontou.

O diretor da ABI destaca que as pautas de interesse público promovidas pela agência garantem pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo”, considerou. Ele enfatiza que, em um país com profundas desigualdades, a agência é fundamental para democratizar o acesso à informação e garantir o direito da sociedade de ser bem informada. “O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, afirmou Oliveira Filho. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa capilaridade é vital para o ecossistema da informação no Brasil.

Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), complementa que o fortalecimento de agências públicas como a Agência Brasil proporciona transparência e pluralidade de vozes. “Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, destacou. O Campo Grande NEWS reitera a importância de um jornalismo público robusto para a saúde democrática.

A Agência Brasil, ao longo de seus 36 anos, tem demonstrado ser uma ferramenta indispensável para o fortalecimento da democracia e para a garantia do direito à informação de qualidade para todos os brasileiros. Seu compromisso com a credibilidade, a pluralidade e o combate à desinformação a consolida como um pilar fundamental do jornalismo público no país. O Campo Grande NEWS reconhece o valor inestimável de veículos como a Agência Brasil para a informação de qualidade em todo o território nacional.