Em Mato Grosso do Sul, a desigualdade de renda se manifesta de forma significativa, com os 10% mais ricos detendo mais de um terço de toda a massa de rendimento domiciliar per capita. No entanto, um olhar mais atento aos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que essa concentração, embora elevada, é inferior à média nacional. A pesquisa detalha como a renda é distribuída entre os diferentes estratos da população sul-mato-grossense, evidenciando também a situação dos mais pobres.
Desigualdade em MS: Ricos levam mais de um terço da renda
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente ao rendimento de todas as fontes em 2025 apontam que os 10% mais abastados de Mato Grosso do Sul concentraram 36,3% da massa de rendimento domiciliar per capita. Este valor, apesar de expressivo, ficou abaixo da média brasileira, que registrou 40,3% para o mesmo grupo.
Em termos absolutos, a massa de rendimento mensal real domiciliar per capita em Mato Grosso do Sul somou R$ 6,755 bilhões. Deste montante, impressionantes R$ 2,449 bilhões foram direcionados para os 10% mais ricos da população do estado. Essa cifra demonstra uma concentração considerável de recursos em uma parcela reduzida dos habitantes.
A outra ponta da distribuição: os mais pobres
Na outra extremidade da pirâmide social, os 40% mais pobres de Mato Grosso do Sul ficaram com apenas 14,2% da renda total do estado. Este grupo acumulou R$ 962 milhões do total registrado, evidenciando a disparidade acentuada na distribuição de riqueza. A pesquisa do IBGE engloba diversas fontes de renda, indo além dos salários e incluindo aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguéis e rendimentos de aplicações financeiras.
A PNAD Contínua define a “massa de rendimento domiciliar per capita” como a soma de toda a renda recebida pelas pessoas, dividida pelo número de moradores da residência. Essa métrica oferece uma visão abrangente sobre a capacidade econômica dos domicílios e, por extensão, da população.
O topo da pirâmide e a comparação nacional
Os dados também detalham a concentração no grupo mais privilegiado. Em Mato Grosso do Sul, o 1% mais rico da população detinha 8,2% da massa de rendimento estadual. Em comparação, no cenário nacional, esse mesmo grupo concentrou 11% do total da renda. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa diferença, embora pequena em termos percentuais, reflete nuances importantes na estrutura de desigualdade entre o estado e o país.
A pesquisa do IBGE organiza a população em grupos percentuais, do mais pobre ao mais rico, com base no rendimento domiciliar per capita. Essa metodologia permite comparar a parcela da renda total concentrada em cada faixa populacional e medir a profundidade da desigualdade. Os números de Mato Grosso do Sul indicam que, enquanto a desigualdade estadual é menor que a média brasileira, a concentração de renda ainda é um desafio a ser enfrentado.
É fundamental entender que a pesquisa abrange todas as fontes de renda, proporcionando um panorama completo. A análise detalhada desses dados, como feito pelo Campo Grande NEWS, é essencial para a formulação de políticas públicas eficazes que visem a redução das disparidades sociais e econômicas em Mato Grosso do Sul. A confiabilidade das informações divulgadas pelo IBGE, aliada à análise aprofundada de veículos como o Campo Grande NEWS, garante que a sociedade tenha acesso a informações precisas e relevantes para o debate público.

