Quatro jovens originários de São Paulo foram condenados pela Justiça de Campo Grande a 3 anos e 9 meses de prisão, em regime semiaberto, por furto qualificado e associação criminosa. O grupo é acusado de roubar joias de um apartamento localizado no bairro Monte Castelo. A prisão ocorreu pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, onde foram encontrados com 54 itens, incluindo as joias furtadas e luvas cirúrgicas. A 5ª Vara Criminal de Campo Grande também os absolveu da acusação de corrupção de menor, por falta de provas concretas.
Jovens de SP são pegos após furto de joias em Campo Grande
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação do grupo, que adentrou o edifício no Bairro Monte Castelo sem apresentar dificuldades. A estética do crime, com jovens bem vestidos, é frequentemente observada em casos de roubos em prédios de luxo. Os condenados são Cauê Fabrizzio Bonanata, Felipe Laguna Horácio, Ghada Ahmad Kalal e Jefferson Junior Ruiz de Souza. A pena imposta é de 3 anos e 9 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelos crimes de furto qualificado, caracterizado pelo rompimento de obstáculo e concurso de duas ou mais pessoas, além de associação criminosa.
Absolvição de corrupção de menor
Apesar das condenações, o grupo foi absolvido da acusação de corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Justiça entendeu que não havia provas suficientes para sustentar essa acusação. A decisão foi divulgada após o caso vir à tona em 9 de maio de 2025, quando uma cirurgiã-dentista registrou boletim de ocorrência na Depac Centro, relatando o arrombamento de seu apartamento no Bairro Monte Castelo. A vítima não soube informar como os jovens obtiveram acesso ao prédio.
A apreensão na BR-262
A vítima mencionou o furto de uma mochila infantil, e as imagens do circuito interno do prédio confirmaram um dos acusados saindo com uma mochila nas costas. No mesmo dia, horas depois, a PRF abordou quatro jovens e apreendeu um adolescente na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, a aproximadamente 98 km de Campo Grande. Os jovens, que residem em São Paulo, demonstraram nervosismo durante a abordagem e apresentaram informações inconsistentes sobre os motivos da viagem ao Mato Grosso do Sul.
Itens apreendidos e identificação
Nos veículos utilizados pelo grupo, foram encontrados 54 itens, incluindo caixas com joias, que foram posteriormente identificadas como parte do material furtado do apartamento no Monte Castelo, e luvas cirúrgicas. A Polícia Rodoviária Federal acionou a Polícia Civil para dar prosseguimento à investigação. A análise das gravações do edifício permitiu à polícia identificar Felipe Laguna Horácio e o adolescente envolvido no crime. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a defesa de Ghada Ahmad Kalal, representada pela advogada Milena Mecho, informou que irá recorrer da decisão judicial. A reportagem tentou contato com as demais defesas, mas não obteve retorno.
Este caso ressalta a atuação de grupos que se deslocam de outros estados para cometer crimes patrimoniais, utilizando táticas que visam minimizar suspeitas. A rapidez da PRF em interceptar os suspeitos foi crucial para a recuperação das joias e a elucidação do crime. O Campo Grande NEWS continua acompanhando o desdobramento deste e de outros casos que afetam a segurança na região, reforçando o compromisso do portal em trazer informações verificadas e de interesse público para seus leitores. A investigação detalhada e a colaboração entre as forças de segurança foram determinantes para a condenação, como apontado pelo Campo Grande NEWS em suas reportagens investigativas sobre criminalidade.

