Mãe é presa após bebê ser levada com sinais de estupro e agressão pelo padrasto em Campo Grande

Uma situação chocante abalou Campo Grande nesta terça-feira (28) com a prisão da mãe de um bebê de 1 ano e 8 meses, que deu entrada na Santa Casa com múltiplos ferimentos pelo corpo e sinais de possível abuso sexual. O principal suspeito de cometer os crimes é o padrasto da criança, que estaria cuidando dela enquanto a mãe se ausentou. A investigação policial aponta para **maus-tratos majorados e estupro de vulnerável**, revelando um cenário de extrema gravidade.

Mãe presa por maus-tratos em caso de estupro de vulnerável

A criança foi levada à unidade de saúde pelo padrasto, que alegou ter encontrado o bebê sem movimentos. Durante o trajeto, no entanto, a equipe médica identificou **diversos hematomas** na região do corpo, além de **indícios de violência sexual** na área íntima. O padrasto, por sua vez, relatou que a criança teria sofrido uma queda na segunda-feira (27), mas que não foi levada a um hospital. A presença de vestígios de sangue na coberta do bebê e na cama do casal levantou ainda mais suspeitas, levando à condução de ambos à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Relato do padrasto e descoberta de drogas

Segundo o boletim de ocorrência, o padrasto afirmou que, ao ir dar banho no enteado, notou que ele estava sem movimentos. Ele disse ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e ligado para a mãe da criança. No local, os médicos observaram um hematoma significativo na cabeça da vítima, que se estendia até a área dos olhos. O relato sobre a queda no banheiro, ocorrida no dia anterior e sem procura por atendimento médico, gerou desconfiança.

A descoberta de uma porção de maconha na varanda da residência adicionou outro elemento à investigação. A mãe informou que **ela e o companheiro haviam feito uso da substância na noite anterior**. Essa informação pode ser relevante para entender o contexto em que a criança ficou sob os cuidados do padrasto.

Prisões em flagrante e representação por preventiva

Com base nas evidências, o padrasto foi **autuado em flagrante por maus-tratos majorado e estupro de vulnerável**, com a agravante de aumento de pena pela gravidade dos fatos. A autoridade policial representou pela **prisão preventiva** do suspeito. A mãe da criança também foi autuada em flagrante pelo crime de **maus-tratos majorado**. Ambos aguardam a audiência de custódia para que a situação legal seja definida.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a DEPCA é a unidade responsável por investigar casos de violência contra crianças e adolescentes na região, atuando para garantir a proteção e os direitos dos menores. A atuação rápida das equipes médicas e policiais foi crucial para a identificação do crime e a prisão dos envolvidos, conforme o Campo Grande NEWS apurou. A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê punições severas para crimes como estupro de vulnerável e maus-tratos, visando coibir a violência contra os mais jovens.

Proteção à criança e ao adolescente

É importante ressaltar que, de acordo com o ECA, veículos de imprensa como o Campo Grande NEWS são proibidos de divulgar nomes ou informações que possam identificar crianças e adolescentes vítimas de violência. Essa medida visa **proteger a imagem e a privacidade dos menores**, evitando qualquer tipo de exposição que possa causar constrangimento ou agravar o sofrimento da vítima e de sua família. O sigilo é um pilar fundamental na apuração desses casos.

Em casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes, é fundamental que os responsáveis acionem imediatamente a DEPCA ou os órgãos de proteção competentes. A denúncia e a colaboração com as autoridades são essenciais para garantir que a justiça seja feita e que as vítimas recebam o apoio necessário para sua recuperação. A sociedade tem um papel ativo na proteção dos direitos das crianças e adolescentes.