O Movimento Escoteiro reuniu neste domingo (26) mais de 4 mil pessoas em um grande evento no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O Grande Jogo Regional 2026, o maior do calendário escoteiro fluminense, celebrou a Semana Escoteira e o Dia Mundial do Escotismo, com participantes de todas as idades, desde crianças de 5 anos até adultos. O encontro, realizado anualmente, reforça os valores e o método educativo do escotismo, promovendo trabalho em equipe, cooperação e protagonismo juvenil.
A celebração contou com 4.372 filiados à União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), que participaram de diversas atividades educativas e de integração. O evento, que acontece no Aterro do Flamengo desde a década de 1980, conforme explicou o diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, em entrevista à Agência Brasil, é um marco para o movimento no estado. O objetivo é demonstrar o conhecimento adquirido pelos jovens e incentivar o aprendizado contínuo em dinâmicas que envolvem criatividade e temas importantes como primeiros socorros.
As atividades tiveram início por volta das 9h e seguiram até às 15h, culminando em uma concentração para a divulgação dos resultados alcançados. A participação expressiva demonstra a força e a relevância do escotismo na formação de cidadãos.
Acolhimento e desenvolvimento pessoal no escotismo
O impacto do escotismo na vida dos jovens e de suas famílias é um dos pontos altos do evento. Ellisiane Pereira, mãe de Carlos Henrique, um escoteiro de 12 anos, compartilhou sua experiência: “Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante. Todo mundo vê a habilidade que ele desenvolveu. Todas as competências que eu acho que um cidadão funcional deve ter ele está adquirindo aqui no grupo. Somos todos uma grande família”, relatou.
Gabriel Handl, educador no movimento há 10 anos, reforça essa visão: “As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo”, afirmou. Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos e escoteiro há sete, destaca a importância do movimento em sua vida: “Eu pude crescer, aprendi o senso de liderança e pude evoluir como pessoa. Uma das coisas que mais contribuíram na minha vida, sem dúvida, foi o movimento escoteiro”, disse.
Educação não formal e valores universais
O escotismo é definido como uma área de **educação não formal**, complementar, que une atividades práticas, contato com a natureza e vivência em grupo. O método “aprender fazendo” permite que os jovens se tornem protagonistas de seu desenvolvimento e agentes de transformação em suas comunidades. O diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, enfatizou a importância de princípios como o respeito ao meio ambiente, um tema presente desde os primórdios do escotismo. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o movimento também trabalha a cidadania, o desenvolvimento físico e o estabelecimento de projetos de vida, sempre respeitando as faixas etárias.
Nos ramos lobinho e filhote, o lúdico é predominante, com personagens e histórias que encantam os mais novos. À medida que crescem, os escoteiros participam de atividades de campo, aprendem a organizar seus materiais e a preparar suas próprias refeições, desenvolvendo independência e autonomia. O respeito ao próximo é um dos pilares fundamentais da instituição, conforme o Campo Grande NEWS verificou. A promessa escoteira envolve cumprir deveres para com Deus, ajudar a pátria e o próximo, e obedecer à Lei Escoteira, que abrange dez artigos essenciais como lealdade, altruísmo e amizade.
O Movimento Escoteiro foi fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell, um oficial do exército britânico, e hoje está presente em mais de 170 países. No Brasil, a União dos Escoteiros foi fundada em 4 de novembro de 1924. A longevidade e a expansão global do escotismo, como aponta a análise do Campo Grande NEWS, atestam a sua eficácia e a sua capacidade de adaptação aos tempos modernos, mantendo-se fiel aos seus valores fundadores.


