A falta de manutenção em uma unidade de ensino na capital tem gerado apreensão entre pais e responsáveis. O mato alto na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Maria Dulce Prata Cançado, localizada na Rua Panamá, no Jardim Noroeste, virou motivo de preocupação e indignação. A situação, que se arrasta há pelo menos dois meses, levanta questões sobre a segurança e o bem-estar das crianças.
Escola cercada por matagal gera insegurança em Campo Grande
Uma mãe, que preferiu não se identificar por receio de represálias, procurou a reportagem para expor o problema. Ela detalha que, após diversas tentativas frustradas de contato com os órgãos responsáveis, decidiu tornar pública a situação. A preocupação é compartilhada por outros pais, que precisam deixar seus filhos em um ambiente que, segundo eles, se tornou propício para a proliferação de insetos e outros animais peçonhentos.
Risco de acidentes e dificuldades de acesso
O matagal não se limita à área externa da escola. A mãe relata que a vegetação está avançando perigosamente perto das salas de aula, aumentando o temor de acidentes com escorpiões e outros animais. “Os matos estão horríveis próximo à sala dela, correndo risco de escorpião e outras coisas”, desabafou a diarista de 30 anos, que já acionou a ouvidoria municipal diversas vezes sem obter retorno efetivo.
Além do risco à saúde, a situação compromete a funcionalidade do espaço. A passagem dentro da escola está parcialmente obstruída pela vegetação, dificultando o acesso a áreas importantes como o parquinho de areia e os chuveiros utilizados pelas crianças para se higienizarem após as brincadeiras. Essa dificuldade de acesso impede que as crianças usufruam plenamente das instalações.
Prefeitura afirma que manutenção é contínua
Procurada pela equipe de reportagem, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que os serviços de manutenção e roçagem são realizados de forma contínua em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino. A secretaria ressaltou que, em períodos de chuvas intensas, como o atual, o crescimento da vegetação se acelera, exigindo reforço e reprogramação constante das equipes de manutenção.
Ainda segundo a nota oficial, a situação na Emei Maria Dulce Prata Cançado já está sob conhecimento da Secretaria e a unidade está incluída no cronograma de atendimento. A manutenção está prevista para ocorrer com a maior brevidade possível, buscando solucionar o problema que tem gerado tanta apreensão na comunidade escolar. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a demora na resolução pode impactar diretamente a rotina de pais e alunos.
Comunidade escolar cobra agilidade
Pais e funcionários da Emei Maria Dulce Prata Cançado esperam que a promessa de manutenção seja cumprida rapidamente. O receio de acidentes com animais peçonhentos e a falta de condições adequadas para as atividades recreativas das crianças são as principais queixas. A situação expõe a necessidade de um planejamento mais eficaz na manutenção das áreas verdes das escolas, especialmente em períodos chuvosos.
A reportagem do Campo Grande NEWS continuará acompanhando o caso para verificar se as providências serão tomadas dentro do prazo anunciado pela prefeitura. A segurança e o bem-estar dos alunos devem ser prioridade máxima para a administração municipal, garantindo um ambiente escolar adequado e livre de riscos. A falta de resposta efetiva por parte dos canais de denúncia também é um ponto que merece atenção, conforme o Campo Grande NEWS apurou.

