Justiça dá 180 dias para prefeitura resolver falta de profissionais e equipamentos em 11 UBSs de Campo Grande

Justiça exige melhorias urgentes em 11 unidades de saúde de Campo Grande

A Justiça de Campo Grande determinou um prazo de 180 dias para que a prefeitura resolva a grave carência de profissionais e equipamentos em 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. A decisão atende a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e visa garantir o funcionamento adequado dessas unidades, que são a porta de entrada para o atendimento médico do Sistema Único de Saúde (SUS).

As falhas identificadas incluem a ausência de médicos, enfermeiros e outros profissionais essenciais, a falta de equipamentos básicos para diagnósticos e tratamentos, além de problemas estruturais que comprometem a qualidade do atendimento. A medida judicial busca assegurar que a população tenha acesso a um serviço de saúde digno e eficiente.

O MPMS iniciou a investigação em 2015, por meio de inquéritos civis que apontaram diversas irregularidades nas unidades municipais. Vistorias técnicas confirmaram as denúncias, evidenciando um cenário preocupante que impacta diretamente a saúde dos cidadãos. Conforme informação divulgada pelo MPMS, as falhas comprometem o atendimento básico. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação demandava intervenção judicial para sua resolução.

Unidades de Saúde em Alerta Máximo

As 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) notificadas pela Justiça são: Caiçara, Jockey Club, Coophavila II, Pioneira, Vila Popular, Aero Rancho, 26 de Agosto, Silvia Regina, Lar do Trabalhador, Dona Neta e Buriti. Essas unidades atendem a grande parte da população de Campo Grande, e a carência de recursos compromete seriamente o acesso aos serviços de saúde.

O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, destacou que, apesar de algumas melhorias terem sido implementadas ao longo do processo, as falhas persistentes exigem uma ação mais contundente do poder público. Ficou comprovado que o município não tomou todas as medidas necessárias para garantir a plena funcionalidade dessas unidades.

A decisão judicial é um marco importante na luta pela melhoria da saúde pública em Campo Grande. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto as investigações e as denúncias que levaram a esta decisão, reforçando o compromisso com a informação de qualidade e a fiscalização das ações governamentais.

Exigências e Prazos para a Prefeitura

O município de Campo Grande tem o prazo de 180 dias para providenciar a aquisição e manutenção de equipamentos essenciais, além de garantir uma estrutura mínima que permita o atendimento de baixa complexidade em todas as UBSs mencionadas. Essa é uma determinação clara da Justiça para sanar as deficiências apontadas.

Além da estrutura física e dos equipamentos, a prefeitura foi obrigada a assegurar o **quadro mínimo de profissionais de saúde** em cada unidade. Embora o pedido específico para a abertura imediata de concurso público tenha sido negado, a administração municipal poderá utilizar concursos ou processos seletivos para suprir a demanda por médicos, enfermeiros e técnicos.

A falta de profissionais é um dos gargalos mais críticos do sistema de saúde, impactando diretamente o tempo de espera e a qualidade do atendimento. A Justiça, ao determinar a regularização do quadro de pessoal, demonstra a urgência em resolver essa questão para o bem da população. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a carência de mão de obra qualificada é uma queixa antiga dos usuários.

Multa em Caso de Descumprimento

Para garantir o cumprimento da decisão, a Justiça estabeleceu uma **multa diária de R$ 1 mil por unidade de saúde** em caso de descumprimento das determinações. Essa penalidade será limitada a 60 dias-multa por estabelecimento, o que representa um valor significativo para o cofre público, caso as exigências não sejam atendidas dentro do prazo.

A medida visa coibir a inércia do poder público e pressionar por ações efetivas que melhorem a saúde em Campo Grande. A população espera que a prefeitura atenda às determinações judiciais e promova as melhorias necessárias, garantindo um atendimento de saúde mais acessível e de qualidade para todos.

A ação do Ministério Público e a decisão da Justiça reforçam a importância do controle social e da atuação dos órgãos de fiscalização para a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à saúde. A comunidade de Campo Grande aguarda com expectativa as mudanças prometidas.