Um grave desfecho marcou a prisão de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, 35 anos, suspeito de feminicídio no Rio de Janeiro. O campo-grandense foi encontrado morto na cela de uma delegacia carioca na última quarta-feira (22), apenas horas após ser detido em flagrante. Ele era o principal suspeito pela morte de sua atual namorada, a modelo e candidata ao Miss Cosmo Brasil 2026, Ana Luiza Mateus, de 29 anos, que foi encontrada sem vida na área de serviço de um prédio na Barra da Tijuca.
Conforme informações divulgadas, Endreo teria se identificado com o documento do irmão no momento da prisão, uma informação que foi posteriormente confirmada por perícia técnica. A morte do suspeito em custódia levanta questionamentos sobre as circunstâncias que levaram ao seu falecimento. A polícia do Rio de Janeiro investiga o caso, buscando entender se houve suicídio ou outras causas para a morte na delegacia.
Um histórico de violência em Campo Grande
O caso ganha contornos ainda mais sombrios ao revelar que Endreo já possuía um histórico de violência em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No ano passado, ele foi denunciado por sua ex-namorada por agressão e estupro. A vítima relatou ao Jornal Midiamax ter sido asfixiada com um cinto, agredida com socos no rosto e na cabeça, e violentada enquanto ainda sangrava.
A mulher, que preferiu não se identificar, contou que acreditou ter encontrado alguém gentil e atencioso. No entanto, o relacionamento rapidamente se deteriorou, dando lugar a explosões de raiva, controle excessivo, ciúmes e ameaças. A violência se intensificou ao longo dos meses, culminando em episódios de manipulação e abalo emocional para a vítima.
Em uma tentativa de escapar do relacionamento abusivo, a ex-namorada buscou medidas protetivas, mas passou a ser perseguida por Endreo, que invadia sua privacidade, acessava suas contas pessoais e a ligava durante a madrugada para ofendê-la. A gravidade das agressões resultou em fratura na parede da órbita direita, conforme constatado em exame de tomografia na Santa Casa.
Condenação anterior e nova prisão
Além das denúncias em Campo Grande, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha também possuía antecedentes criminais. Em 2014, ele foi condenado a três anos de prisão por tentar matar um policial, atropelando-o. A prisão mais recente, no Rio de Janeiro, ocorreu em flagrante, após a descoberta do corpo de Ana Luiza Mateus. A modelo, que também concorria ao Miss Cosmo Brasil 2026, foi encontrada morta pela manhã, e Endreo foi apontado como o principal suspeito.
O caso da morte de Ana Luiza Mateus chocou a região da Barra da Tijuca. A descoberta do corpo em uma área de serviço do prédio onde ela morava levantou suspeitas imediatas. A rápida ação policial resultou na prisão de Endreo, mas o desfecho na delegacia adiciona um novo e trágico capítulo à história.
O que fazer em casos de violência contra a mulher
Em situações de violência contra a mulher, é fundamental buscar ajuda. Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasílila, s/n, no Jardim Imbirussú, oferece atendimento 24 horas, todos os dias da semana. O local abriga diversos serviços, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, a Vara Judicial de Medidas Protetivas, além de atendimento social e psicológico.
Canais de denúncia e apoio incluem o número 180, que garante o anonimato e funciona 24 horas por dia em todo o Brasil, oferecendo acolhimento e orientação. Em casos de emergência, o número 190 deve ser acionado. O Promuse (Programa de Proteção e Apoio a Mulheres em Situação de Risco) também disponibiliza o número (67) 99180-0542 para contato e mensagens via WhatsApp.
As Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) no interior do estado de Mato Grosso do Sul estão localizadas em Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande é um centro vital de apoio. A autoridade jornalística do Campo Grande NEWS foi essencial para agregar essas informações cruciais para a população.
Em casos de má conduta policial, é possível registrar denúncias na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do MPMS pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. A cobertura detalhada pelo Campo Grande NEWS reforça a importância da vigilância e do acesso à justiça.

