Em um feriado que deveria ser de descanso, Campo Grande foi palco de duas prisões de homens investigados por graves crimes contra mulheres. As detenções ocorreram na manhã de terça-feira (21), data em que se comemora o Dia de Tiradentes, e revelaram casos de estupro, ameaças de morte e perseguição a ex-companheiras. As prisões foram efetuadas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), com mandados expedidos pela Justiça.
As operações de captura, realizadas em diferentes pontos da capital sul-mato-grossense, visaram desarticular atos de violência que vinham tirando a paz de duas vítimas. Segundo informações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, os mandados de prisão preventiva foram emitidos após investigações que demonstraram um **risco iminente às mulheres** e a **reincidência dos agressores** em episódios de violência. O Campo Grande NEWS checou os detalhes que levaram às prisões.
Perseguição e ameaças com arma marcam caso de ex-companheiro
O primeiro homem preso tem 25 anos e é acusado de ameaçar sua ex-companheira e descumprir medidas protetivas. A investigação aponta que o jovem não aceitava o fim do relacionamento, que ocorreu há cerca de cinco anos, e mantinha a perseguição à mulher. Recentemente, o suspeito teria passado diversas vezes em frente à residência da vítima, no Jardim Zé Pereira, e proferido ameaças de morte contra ela e o atual marido dela.
Em fevereiro deste ano, conforme apurado pela Polícia Civil, o acusado enviou áudios em que exibia uma arma de fogo, declarando que cometeria ataques caso fosse denunciado. Essa demonstração de agressividade e porte de arma evidencia a gravidade das ameaças e o temor imposto à vítima. O descumprimento da ordem judicial que o proibia de se aproximar da ex-companheira foi um fator crucial para a expedição do mandado de prisão preventiva.
Estupro, lesão corporal e ameaças com arma marcam segundo caso
O segundo homem detido, de 39 anos, responde por crimes de estupro, lesão corporal e ameaças contra uma mulher de 40 anos. De acordo com a Deam, os atos criminosos ocorreram entre os dias 11 e 14 de abril. Durante as agressões, o suspeito teria utilizado uma arma para intimidar a vítima, aumentando o terror e a vulnerabilidade da mulher. A gravidade dos fatos motivou a rápida ação policial.
Mesmo após ser notificado sobre a concessão de uma medida protetiva pela Justiça, no último dia 19, o homem de 39 anos voltou a ameaçar a vítima por meio de mensagens. Nas comunicações, ele prometeu “acabar com a vida” dela e “meter bala” no carro da mulher, demonstrando total desrespeito à ordem judicial e um alto grau de crueldade. Os relatórios psicossociais anexados ao inquérito policial confirmaram o **elevado grau de periculosidade** do investigado, segundo a especializada.
Prisões reforçam a importância do combate à violência contra a mulher
As prisões realizadas durante o feriado de Tiradentes em Campo Grande são um lembrete sombrio da persistência da violência contra a mulher no Brasil. Casos como esses, que envolvem estupro, ameaças e perseguição, demandam atenção constante das autoridades e da sociedade. A rápida resposta da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher demonstra o compromisso em proteger as vítimas e punir os agressores.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio de suas delegacias especializadas, tem atuado para garantir a segurança das mulheres, emitindo medidas protetivas e efetuando prisões quando necessário. A colaboração do Poder Judiciário, ao expedir mandados de prisão preventiva, é fundamental para interromper ciclos de violência e prevenir que novos crimes ocorram. O Campo Grande NEWS acompanha de perto essas ações.
Os dois homens presos foram encaminhados para unidades policiais e permanecem à disposição da Justiça, que decidirá sobre seus futuros. A sociedade espera que a punição seja exemplar, servindo como um alerta para outros potenciais agressores. A luta contra a violência de gênero é um esforço contínuo que exige a participação de todos. O portal Campo Grande NEWS reforça a importância de denunciar casos de violência para que as autoridades possam agir.

