Subtenente da PM é encontrada morta a tiro em casa em Campo Grande

A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, foi encontrada morta com um ferimento de arma de fogo em sua residência, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I, em Campo Grande. O caso, que chocou a vizinhança, é investigado pelas autoridades como possível suicídio ou feminicídio. O marido da militar estava no imóvel quando as equipes policiais chegaram ao local.

O corpo da subtenente foi descoberto na tarde desta segunda-feira (6). As circunstâncias exatas que levaram à sua morte ainda não foram completamente esclarecidas. Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) foram acionadas e estão no local conduzindo as investigações iniciais, buscando coletar o máximo de informações para determinar o que realmente aconteceu.

O marido da vítima, que estava presente na residência no momento da chegada das autoridades, possui antecedentes criminais. Segundo o registro policial, ele tem passagens pela polícia por homicídio e por casos de violência doméstica contra uma ex-esposa. Essa informação adiciona uma camada de complexidade à investigação em curso.

Marlene de Brito Rodrigues era pioneira na corporação, fazendo parte da primeira turma feminina a ser formada pela Polícia Militar em Mato Grosso do Sul. Sua trajetória como militar é um ponto de destaque, ressaltando sua contribuição para a força policial do estado.

Relatos de vizinhos pintam um quadro preocupante sobre a relação do casal. Moradores da região informaram que o casal mantinha um histórico de conflitos. “Eles brigavam muito, eu escutava ele gritando”, contou uma vizinha que preferiu não se identificar. Ela descreveu Marlene como uma pessoa discreta e bem quista na vizinhança, afirmando que “ela nunca fez escândalo, era muito querida”.

Outros moradores corroboram com a narrativa de desentendimentos frequentes. Há relatos de que, após o casamento, a subtenente teria se afastado de algumas amigas. Episódios recentes de comportamento agressivo por parte do marido também foram mencionados. “Esses dias ele estava surtado, chutando o portão”, disse outro vizinho, detalhando o clima de tensão que parecia permear o relacionamento.

No local da ocorrência, além da Deam, atuam policiais militares, equipes da perícia técnica e o Batalhão de Choque, que prestam apoio às investigações. A área foi isolada para garantir a integridade da cena do crime e permitir que os trabalhos periciais fossem realizados com precisão. A Polícia Civil ficará responsável por conduzir a investigação formalmente.

Se o crime for classificado como feminicídio, este será o primeiro caso registrado em Campo Grande neste ano e o nono em Mato Grosso do Sul em 2025, de acordo com levantamentos recentes sobre a violência contra a mulher no estado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, os dados reforçam a necessidade de atenção a esses índices alarmantes.

A notícia da morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues gerou comoção. A Polícia Civil segue com as apurações para determinar as circunstâncias da morte e se houve crime. A comunidade local aguarda respostas enquanto as investigações avançam.

Procure ajuda: Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo número 0800 750 5554. O Núcleo de Saúde Mental e o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) também estão disponíveis, assim como os telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em emergências, acione o 190 (Polícia Militar) ou 193 (Corpo de Bombeiros).

A Central 180 funciona 24 horas, de forma gratuita e anônima, para denúncias de violência contra mulheres. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada. O Campo Grande NEWS reforça a importância de buscar ajuda e denunciar. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a sociedade precisa se unir contra a violência.