Peixarias triplicam equipes e veem antecipação nas compras antes da Semana Santa

Semana Santa: peixarias reforçam equipes e antecipam vendas

A Semana Santa já dá sinais de sua força nas peixarias de Campo Grande, com um movimento que começou mais cedo neste ano. Consumidores buscam garantir o tradicional almoço de Sexta-Feira Santa, antecipando suas compras para driblar filas e organizar as finanças. Estabelecimentos precisaram reforçar suas equipes, alguns chegando a triplicar o número de funcionários para dar conta da demanda esperada.

A antecipação nas compras, que já se iniciou por volta do dia 20 de março, é um dos pontos de destaque desta temporada. Essa estratégia dos consumidores está ligada diretamente à organização financeira, especialmente porque o pagamento de salários ocorre apenas na semana seguinte à data religiosa. Essa mudança de comportamento, segundo proprietários de peixarias, tem tornado o fluxo mais equilibrado.

Conforme informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, o movimento intenso nas peixarias de Campo Grande se intensificou ainda mais na quinta-feira (2), véspera da Sexta-Feira Santa (3). Filas se formaram, chegando a ultrapassar a área de estacionamento do Mercadão Municipal, evidenciando a importância da tradição religiosa no consumo de peixes.

Tradição e organização financeira impulsionam vendas

Cleuber Linares, proprietário de uma peixaria, confirmou que a demanda está dentro do esperado, mas que o reforço na equipe foi fundamental. Ele observou que os dias de maior movimento começaram no início da semana e devem se estender até sexta-feira. Apesar do alto fluxo, Linares nota um movimento mais equilibrado em comparação ao ano passado, atribuindo isso a uma melhor organização financeira dos clientes.

“Até por conta do pagamento, que cai só na semana que vem, muita gente se organizou melhor”, explicou Cleuber Linares, destacando a mudança de hábito dos consumidores. Essa antecipação das compras, segundo relatos de vendedores em uma peixaria na Rua Spipe Calarge, começou ainda em 20 de março. A ideia é evitar o aperto de última hora e possíveis reajustes de preços próximos à data.

Clientes mantêm o costume apesar das filas

A tradição religiosa de evitar carne vermelha na Sexta-Feira Santa continua forte entre os campo-grandenses. Gilmaza Lima de Almeida, 51 anos, é um exemplo. Ela enfrentou fila na quinta-feira para garantir os ingredientes do almoço especial. “Todos os anos eu venho. Quando não vou ao pesqueiro de um amigo, compro aqui. Cheguei um pouco tarde, agora estou enfrentando a fila, mas com prazer”, disse.

Para o cardápio de Gilmaza, o pintado para moqueca e a costelinha de pacu para fritar são os escolhidos. Mesmo com uma família pequena, ela preserva o costume como forma de manter vivo o significado da data. “Geralmente reúno meu filho, e amanhã devemos almoçar com uma tia idosa, para confraternizar esse momento tão bonito que é a paixão de Cristo”, compartilhou.

A vendedora Emília, de 71 anos, também não abre mão da tradição, mesmo diante das longas filas. “Todos os anos eu compro. Hoje, eu cheguei mais tarde. Agora estou aqui, nessa fila. Mas a gente enfrente com prazer, faz parte”, afirmou com um sorriso.

Expectativa de pico de vendas antes da Sexta-Feira Santa

O movimento intenso observado nas peixarias de Campo Grande reflete a importância cultural e religiosa da Sexta-Feira Santa no Brasil. A escolha por peixes como alternativa à carne vermelha é um costume arraigado, que movimenta significativamente o setor de comércio local durante este período. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a previsão é de que o pico do movimento ocorra entre a quinta e a própria sexta-feira, com consumidores buscando os melhores produtos e preços.

A antecipação das compras, como apontado por Cleuber Linares e outros comerciantes, demonstra uma evolução no comportamento do consumidor. A busca por organização financeira e a tentativa de evitar o estresse das filas de última hora são fatores determinantes para essa mudança. Essa prática, segundo o Campo Grande NEWS, tem ajudado a desafogar o movimento nos dias mais próximos à Sexta-Feira Santa.

A experiência de clientes como Gilmaza e Emília reforça que, para muitos, enfrentar filas é apenas mais um detalhe em meio à celebração de uma tradição familiar e religiosa. A expectativa é que as vendas continuem aquecidas, garantindo o sucesso da Semana Santa para os comerciantes e a satisfação dos consumidores que mantêm vivo esse costume.