Homem absolvido após matar genro em legítima defesa: entenda o caso

Um homem acusado de matar o próprio genro com sete tiros foi absolvido em julgamento realizado em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. O Conselho de Sentença acatou a tese de legítima defesa, entendendo que o réu agiu para proteger sua filha de agressões. O crime ocorreu em 18 de julho de 2020, após o genro, Adriano de Souza Silva, ter agredido a companheira, filha do autor.

O caso, que chocou a cidade, ganhou novos contornos durante o julgamento. Valdecir Oliveira dos Santos, o réu, sentou no banco dos acusados junto com Antônio Telis da Silva, que também respondia pelo homicídio. No entanto, a acusação contra Antônio foi desconsiderada por falta de provas, e o promotor de Justiça, Luciano Anechini Lara Leite, pediu a absolvição de ambos, o que foi acatado pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos.

Agressão que culminou na morte do genro

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime teve origem em uma sequência de agressões durante uma confraternização familiar. Adriano de Souza Silva, que mantinha um relacionamento de cerca de cinco anos com a filha de Valdecir, com quem tinha dois filhos, teria desferido um soco no rosto da companheira após um desentendimento. Em seguida, ele deixou o local.

A situação foi comunicada a Valdecir, que decidiu ir atrás do genro. Pai e filha saíram em um veículo e encontraram Adriano nas proximidades de um posto. Ao perceber a aproximação, o genro tentou fugir, atravessando a rodovia e parando em uma lanchonete. No local, houve uma nova discussão.

Testemunhas tentaram intervir e conter a briga, mas Adriano voltou a agredir a companheira, arremessando uma mesa plástica que atingiu a cabeça da mulher. Diante da cena, Valdecir teria sacado uma faca e perseguido o genro, que conseguiu fugir naquele momento. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a violência escalou rapidamente.

A escalada da violência e a absolvição

Em uma reviravolta, Valdecir foi até o carro da vítima, retirou a chave da ignição e encontrou uma arma de fogo sob o banco. De acordo com a denúncia, pai e filha tentaram acionar a polícia, mas não conseguiram contato imediato. Valdecir deixou a filha em casa e, em seguida, foi até a residência de Antônio Telis da Silva, que passou a dirigir o veículo.

Os dois retornaram ao pátio do posto, onde Adriano se encontrava. Conforme a acusação, a vítima foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Valdecir. O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado, alegando motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

No entanto, durante o julgamento, o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite representou pela absolvição. Para Valdecir, o Conselho de Sentença reconheceu a legítima defesa, considerando as agressões cometidas pela vítima contra a companheira. No caso de Antônio, os jurados aceitaram a tese de falta de provas da participação dele no crime. A decisão final foi assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, como divulgado pelo Campo Grande NEWS.

A importância de denunciar a violência doméstica

Este caso ressalta a gravidade da violência doméstica e a importância de buscar ajuda. Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O Ligue 180 atende 24 horas e oferece orientação e acolhimento. Em situações de risco imediato, ligue 190. Sua atitude pode salvar uma vida, e informações detalhadas sobre como proceder podem ser encontradas em portais como o Campo Grande NEWS, que acompanha de perto a cobertura de segurança na região.