A Americanas anunciou uma mudança significativa em sua estratégia operacional, informando que não realizará mais fechamentos em massa de suas lojas no Brasil. A nova abordagem visa utilizar as unidades existentes como pontos estratégicos de entrega, após a conclusão de um processo de reestruturação e o pedido para sair da recuperação judicial. A empresa busca estabilizar cerca de 1.470 lojas e reconquistar sua base de clientes, mesmo diante de uma dívida estimada em R$ 30 milhões com fornecedores no Mato Grosso do Sul.
Americanas foca em lojas físicas e entrega após reestruturação
A companhia encerrou o ano de 2025 com um resultado financeiro positivo e uma modificação em seu modelo de negócios. Agora, as operações físicas são a prioridade, respondendo por 95% da receita, um contraste com o cenário anterior a 2022, onde o digital predominava. Essa virada estratégica, conforme divulgado pela empresa, visa fortalecer a presença da marca e a relação com os consumidores.
O presidente da Americanas, Fernando Soares, explicou que a redução de aproximadamente 300 lojas ao longo de 2025 impactou negativamente a base de clientes. Ele atribui essa queda à **reorganização da rede** e não à falta de demanda. A expectativa é que o número de consumidores cresça com a normalização das operações e a implementação de novas estratégias.
A empresa já iniciou a abertura pontual de novas unidades e mantém presença em mais de 800 cidades. A Americanas registra cerca de 95 milhões de visitas mensais em suas plataformas, somando lojas físicas, site e aplicativo. Além disso, possui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais, demonstrando um alcance considerável no mercado brasileiro. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a companhia aguarda aprovação para deixar a recuperação judicial, alegando ter cumprido as obrigações estabelecidas no plano.
Dívidas em Mato Grosso do Sul e o plano logístico
Apesar do cenário nacional de recuperação, o Estado de Mato Grosso do Sul ainda concentra um passivo relevante para a Americanas. Levantamentos indicam uma dívida que varia entre R$ 30 milhões e R$ 31 milhões, concentrada principalmente em débitos com fornecedores e prestadores de serviços, como energia e internet. As dívidas tributárias no estado somam cerca de R$ 250 mil, representando uma parcela menor do passivo.
A nova estratégia da Americanas prevê a utilização de suas lojas como pontos logísticos para parceiros. Soares destacou que a capilaridade da rede pode atrair plataformas digitais interessadas em expandir suas operações de entrega no país. Ele citou a parceria com o Magazine Luiza no marketplace como um exemplo de integração operacional bem-sucedida. O objetivo é otimizar a logística e oferecer novas conveniências aos consumidores.
Foco na experiência do cliente e no crescimento da receita
A companhia busca aumentar a frequência de compras e o valor gasto por cliente, com programas de fidelidade como parte central dessa estratégia. Atualmente, o canal digital representa cerca de 4% das vendas totais, evidenciando a predominância das lojas físicas. O modelo de negócios foi reajustado para que a loja física concentre a operação principal, enquanto o digital atua como um complemento, visando uma sinergia entre os canais.
Em 2025, a receita das lojas físicas representou 95% do total, enquanto o digital contribuiu com 5%. Esse cenário é o inverso do registrado até 2022, demonstrando a forte aposta no varejo físico. Essa mudança, segundo o Campo Grande NEWS, reflete uma adaptação às novas dinâmicas de consumo e à necessidade de manter uma forte presença no território nacional, atraindo e retendo clientes. A Americanas busca, com essa reorientação, consolidar sua posição no mercado.
Saúde financeira e saída da recuperação judicial
No âmbito financeiro, a Americanas informou ter encerrado 2025 com um caixa superior à dívida e um resultado líquido positivo. A melhora operacional alcançou R$ 770 milhões no ano, dentro de um total de mais de R$ 2 bilhões acumulados durante o período de reestruturação. Essa recuperação financeira é um indicativo da eficácia das medidas adotadas pela empresa para sanear suas contas.
O pedido de saída da recuperação judicial ainda depende de aprovação formal. A empresa reitera que cumpriu todas as obrigações do plano e que efetuou o pagamento da maioria dos fornecedores à vista, demonstrando compromisso com seus parceiros comerciais. O desfecho favorável deste processo é visto como crucial para a retomada plena das atividades e para a restauração da confiança no mercado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a empresa tem se empenhado em cumprir todas as etapas para garantir um futuro mais estável e promissor, com foco na experiência do cliente e na solidez financeira.

