Vereadora Luiza Ribeiro: Privatização da Saúde em Campo Grande é um “modus operandi” perigoso

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) se manifestou veementemente contra a possibilidade de privatização de unidades de saúde em Campo Grande, que incluem UPAs, CRSs e USFs. A declaração ocorreu durante uma reunião do Conselho Municipal de Saúde, onde a parlamentar defendeu a fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a gestão pública como pilares essenciais para o atendimento à população. A vereadora alertou que a privatização segue um roteiro já conhecido, onde a deterioração dos serviços públicos leva à insatisfação popular, abrindo caminho para a entrega ao setor privado como suposta solução.

Luiza Ribeiro criticou a ideia de que a crise na saúde municipal seja uma consequência inevitável da falta de recursos. Ela destacou que a Prefeitura de Campo Grande investiu mais de R$ 2,3 bilhões em saúde no último ano, um montante expressivo que, segundo ela, não se reflete em melhorias na estrutura e no atendimento à população, que ainda enfrenta longas filas e dificuldades.

Críticas ao modelo de privatização via OSs

A parlamentar direcionou críticas específicas ao modelo de privatização por meio de Organizações Sociais (OSs). Com base em estudos do Ministério Público Federal (MPF), Ribeiro apontou que essa abordagem pode resultar na precarização das condições de trabalho, alta rotatividade de profissionais, falta de transparência na gestão financeira e descontinuidade de políticas públicas essenciais. Para a vereadora, a solução para os problemas da saúde pública não reside na entrega da gestão à iniciativa privada, mas sim no aprimoramento da administração pública, garantindo transparência e eficiência na aplicação dos recursos.

“Nós não queremos a privatização da saúde de Campo Grande. O que defendemos é a moralização da gestão pública, com respeito ao SUS, aos trabalhadores da saúde e à população que depende desses serviços”, afirmou Luiza Ribeiro. A vereadora enfatizou que a população de Campo Grande merece um serviço de saúde pública de qualidade, acessível e eficiente, e que a privatização não é o caminho para alcançar esse objetivo. Ela ressaltou a importância de valorizar os profissionais da área e garantir que os recursos públicos sejam utilizados em benefício direto da comunidade.