Aluna estuprada por monitor em Campo Grande: “Tinha medo dele”, diz familiar

Um caso chocante abalou a comunidade escolar em Campo Grande, onde uma adolescente de 13 anos teria sido estuprada por um monitor da escola municipal, de 26 anos. A família da vítima relata que a jovem sentia medo do suspeito, e o caso veio à tona após uma reunião convocada pela direção da escola na última terça-feira (17). A prefeitura confirmou o desligamento do funcionário e o encaminhamento às autoridades competentes.

Monitor confessa ter “sentimentos” por aluna e planejava encontros na escola

A gravidade da situação se desdobrou quando, em depoimento à direção da escola e posteriormente à polícia, o monitor confessou ter se relacionado com a adolescente, afirmando que estava “namorando” a estudante. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, o suspeito admitiu ter “sentimentos” pela aluna e que a visitava em sua casa, inclusive quando a mãe dela estava trabalhando. A própria direção da escola registrou em ata a confissão do funcionário.

As investigações apontam que o suspeito não se limitou a um único caso. O documento escolar revela que outras alunas podem ter sido vítimas do monitor. Ele alegou que a iniciativa de se encontrar com as estudantes partiu delas, mas admitiu ter achado a proposta “interessante”. O monitor confessou ainda ter enviado fotos sem camiseta e que conversas ocorriam em um grupo de WhatsApp com outras alunas. Um encontro no laboratório de ciências da escola estava sendo planejado.

Ao ser confrontado pela direção escolar sobre a natureza de seus atos, o monitor respondeu de forma explícita, reconhecendo que o que fez se configurava como “estupro de vulnerável”. Essa confissão, registrada em documento oficial da escola, reforça a gravidade do crime e a urgência das medidas tomadas pelas autoridades.

Família relata medo e abalo com a situação

A família da adolescente está profundamente abalada com os desdobramentos do caso. Em entrevista ao Campo Grande NEWS nesta quinta-feira (19), um familiar, que prefere não ter a identidade revelada, compartilhou o sofrimento da família. “Bem abalada, ela tinha medo dele. Estamos muito abalados, com medo e tentando apoiar [a vítima]”, declarou.

A declaração evidencia o clima de terror vivido pela jovem, que, além de ter sido vítima de um crime hediondo, nutria receio do agressor. O suporte familiar e psicológico se torna essencial neste momento delicado, e a comunidade busca formas de amparar a adolescente e sua família diante da brutalidade dos fatos.

Prefeitura de Campo Grande toma medidas administrativas e desliga monitor

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Campo Grande emitiu nota informando que, ao tomar conhecimento da denúncia, agiu imediatamente. “Ao ter conhecimento dos fatos envolvendo um monitor (…), a Prefeitura de Campo Grande adotou imediatamente as medidas administrativas cabíveis e realizou os devidos encaminhamentos às autoridades competentes, incluindo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e o Conselho Tutelar”, afirmou a pasta.

Uma das primeiras medidas adotadas foi o desligamento do monitor de suas funções. A ação demonstra o compromisso da gestão municipal em coibir tais práticas e garantir a segurança dos estudantes. O caso segue sob investigação policial, e espera-se que a justiça seja feita para a vítima e sua família.

Suspeito confirmou relacionamento com a vítima e envio de fotos íntimas

A adolescente, em depoimento especial na delegacia, confirmou que o relacionamento com o suspeito teve início em novembro do ano passado. Ela também confessou ter enviado fotos íntimas para o monitor, o que, em conjunto com a diferença de idade e a posição de autoridade do suspeito, configura o crime de estupro de vulnerável. Essa admissão pela vítima, embora dolorosa, é crucial para o andamento das investigações e para a configuração do crime.

O caso levanta discussões importantes sobre a segurança em ambientes escolares e a necessidade de vigilância constante. Como o Campo Grande NEWS checou, a confiança depositada em profissionais que lidam com crianças e adolescentes deve ser inabalável. A rápida resposta da escola e da prefeitura, no entanto, é um indicativo de que as instituições estão atentas e prontas para agir diante de irregularidades, conforme a apuração do Campo Grande NEWS.

O episódio ressalta a importância de canais de denúncia acessíveis e a necessidade de um diálogo aberto entre escola, pais e alunos para prevenir e combater a violência sexual contra menores. A comunidade de Campo Grande aguarda as conclusões da justiça para este caso que chocou a todos pela sua crueldade e pela vulnerabilidade da vítima.