A Operação Tromper, deflagrada há três anos contra um cartel de empresas suspeito de fraudar licitações e contratos com a Prefeitura de Sidrolândia, pode ganhar novos capítulos. Um acordo de delação premiada formalizado em setembro de 2024, mas com relatório concluído apenas em fevereiro deste ano, trouxe à tona não apenas a confirmação de crimes já investigados, mas também a revelação de novos ilícitos e a identificação de mais envolvidos no esquema. O material robusto entregue pelo delator Milton Matheus de Paiva Matos ao Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) promete impulsionar as investigações e pode levar a novas fases da operação que já prendeu figuras proeminentes, como o ex-vereador e ex-secretário de Fazenda, Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra.
Delação premiada promete novas fases da Operação Tromper
O depoimento de Milton Matheus de Paiva Matos, formalizado em setembro de 2024, representa um divisor de águas nas investigações da Operação Tromper. Após meses de análise detalhada, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) concluiu em fevereiro deste ano um relatório minucioso contendo a transcrição completa do interrogatório e a análise das provas apresentadas pelo delator. Esse material é considerado robusto e não apenas corrobora as suspeitas iniciais sobre um cartel de empresas que atuava para controlar licitações e contratos públicos em Sidrolândia, como também aponta para a existência de novos ilícitos e a participação de outros indivíduos no esquema criminoso.
A expectativa é que essas novas revelações resultem em desdobramentos significativos para a Operação Tromper, que já teve como um de seus alvos o ex-vereador da Capital e ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia, Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, conhecido como Claudinho Serra. A formalização do acordo de delação premiada e a análise detalhada do conteúdo demonstram um avanço considerável na apuração dos fatos, indicando que a operação, mesmo após três anos de sua deflagração, ainda tem potencial para crescer e alcançar novos responsáveis.
Investimento em tecnologia da informação em Campo Grande não saiu do papel
Em um cenário contrastante com as investigações em Sidrolândia, a Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) de Campo Grande fechou o ano sem aplicar um centavo dos R$ 9,5 milhões previstos para investimentos em 2025. O balanço orçamentário divulgado no Diogrande revela que todos os gastos da agência se concentraram em custeio e folha de pagamento. Os recursos destinados à modernização tecnológica, que poderiam impulsionar a eficiência da gestão pública municipal, simplesmente não foram utilizados.
Na prática, a Agetec gastou mais de R$ 32,5 milhões ao longo do ano, mas os investimentos planejados para novos projetos ou melhorias na infraestrutura digital da Prefeitura de Campo Grande permanecem no papel. Essa falta de investimento em tecnologia pode comprometer a capacidade da administração pública de inovar e oferecer serviços mais eficientes à população, um ponto que o Campo Grande NEWS tem acompanhado de perto.
Fundo de Apoio à Comunidade fecha o ano no vermelho
Apesar de ter recebido quase R$ 440 mil da Prefeitura de Campo Grande, o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) encerrou 2025 com um resultado negativo de R$ 29,5 mil. Conforme o balanço publicado no Diogrande, o fundo obteve uma arrecadação própria mínima, de apenas R$ 3,4 mil, e utilizou a maior parte dos recursos recebidos para custear ações sociais, como a compra de materiais e a contratação de serviços. O resultado negativo indica que as despesas e variações patrimoniais superaram os recursos disponíveis no período, levantando questões sobre a sustentabilidade financeira do FAC, como apurado pelo Campo Grande NEWS.
TJMS cria força-tarefa para agilizar julgamentos em Juizados Especiais
Em uma iniciativa para reduzir o acúmulo de processos e agilizar a entrega da justiça, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) instituiu um mutirão para acelerar o julgamento de ações paradas nos Juizados Especiais do Estado. A medida prevê a designação temporária de juízes para analisar casos que aguardam sentença há mais de 60 dias. Cada magistrado receberá lotes de processos, configurando uma força-tarefa com duração inicial de 90 dias, com o objetivo de dar mais celeridade às decisões judiciais.
Justiça Eleitoral dispensa multas para regularização de títulos
A Justiça Eleitoral da 25ª Zona, que abrange os municípios de Eldorado, Iguatemi e Itaquiraí, anunciou uma medida para facilitar a regularização do título eleitoral antes das eleições de 2026. Entre 27 de abril e 6 de maio, eleitores com pequenas multas de até R$ 50 estarão dispensados do pagamento para regularizar sua situação. Essa ação visa reduzir a burocracia e incentivar a participação cívica, especialmente durante o período em que a procura nos cartórios costuma aumentar para transferências, revisões ou emissão de novos títulos. A dispensa da multa vale para quem não possui outras pendências eleitorais.
Câmara Municipal discute moradia indígena em audiência pública
A Câmara Municipal de Campo Grande realizará neste sábado (14), às 9h, uma audiência pública na Aldeia Água Funda, no Jardim Noroeste. O tema em debate será “Moradia Indígena: uma condição para o bem viver”. A iniciativa, promovida pela Comissão Permanente das Causas Indígenas, presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), busca coletar dados sobre as condições de moradia de indígenas que vivem na área urbana e encontrar soluções que garantam habitação digna, respeitando a cultura e as tradições de cada comunidade.
Saúde em Campo Grande mantém horário de funcionamento
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande publicou uma resolução que mantém o horário de funcionamento habitual da sede, setores administrativos e unidades de saúde da rede municipal. O expediente continuará sendo das 7h às 11h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. Esta decisão garante que os serviços essenciais e contínuos prestados à população não serão afetados pelas mudanças previstas no decreto de contingenciamento da Prefeitura, que havia reduzido o expediente em outras repartições municipais para o período das 7h30 às 13h30.

