Um homem foi condenado a mais de 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Ben-Hur Celestino Caetano Acosta, ocorrido em novembro de 2021, no Jardim Monumento, em Campo Grande. A decisão do Tribunal do Júri considerou Leobaldo Pereira da Silva, de 31 anos, o autor das nove facadas que tiraram a vida de Ben-Hur, de 33 anos. O crime chocou a comunidade local e levantou questões sobre a violência que pode surgir de conflitos interpessoais.
A sentença, proferida nesta sexta-feira (6), encerra um capítulo doloroso para a família da vítima, que clamava por justiça. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, o assassinato teria sido motivado por supostas ameaças feitas por Ben-Hur contra sua ex-companheira, Liliana Reis Cruz Oliva, e o filho dela. A complexidade do caso envolve a participação de outras três pessoas, que teriam auxiliado Leobaldo na execução do crime.
O caso, que ganhou destaque na imprensa local, demonstra a brutalidade com que o crime foi cometido. Ben-Hur, mesmo ferido, ainda tentou buscar socorro, mas não resistiu aos graves ferimentos. A notícia da condenação traz um desfecho judicial para um crime que marcou a região do Jardim Monumento.
Entenda o crime e a motivação
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, na madrugada do dia 27 de novembro de 2021, Leobaldo Pereira da Silva, agindo em conjunto com Liliana Reis Cruz Oliva, Alexanderson Picoli de Oliveira e Marianna Reis da Cruz, teria atacado Ben-Hur Celestino Caetano Acosta na Rua Osvaldo Aranha. O conflito teria se iniciado após Ben-Hur abordar sua ex-companheira, Liliana, e proferir ameaças contra ela e o filho.
A dinâmica do ataque, detalhada no processo judicial e verificada pelo Campo Grande NEWS, aponta que Alexanderson e Marianna teriam agredido Ben-Hur inicialmente, derrubando-o ao chão. Nesse momento, Leobaldo teria desferido os golpes fatais com uma faca, que, segundo as investigações, teria sido emprestada por Liliana. A sequência de ações revela um plano premeditado para executar a vítima.
A tentativa de socorro e a morte da vítima
Ainda com vida, Ben-Hur Celestino Caetano Acosta, mesmo gravemente ferido pelas facadas, conseguiu caminhar por cerca de 50 metros, pedindo ajuda. Durante essa angustiante perseguição, Leobaldo teria continuado a persegui-lo. A vítima acabou caindo em frente à casa de sua avó, onde a cena trágica se desenrolou. A irmã de Ben-Hur relatou à época que foi acordada por vizinhos que informavam sobre o esfaqueamento, e ao chegar ao local, tentou reanimá-lo, sem sucesso.
O desfecho judicial e a pena aplicada
Leobaldo Pereira da Silva foi condenado a 12 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri. A pena busca responsabilizar o réu pela morte de Ben-Hur Celestino Caetano Acosta e, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a sentença reflete a gravidade dos atos cometidos. A justiça, neste caso, buscou dar uma resposta à sociedade e à família da vítima, garantindo a aplicação da lei.
A condenação de Leobaldo Pereira da Silva encerra a primeira instância judicial deste caso de homicídio qualificado. Outros envolvidos no crime também podem responder judicialmente por seus papéis na execução da vítima. A comunidade aguarda desdobramentos, na esperança de que a justiça seja plenamente realizada.

