Eletrônica na rua: Bloco “TÁ DANDO ONDA” ferve Campo Grande no Carnaval

O Carnaval de Campo Grande ganhou uma nova batida com o bloco “TÁ DANDO ONDA”, o primeiro dedicado à música eletrônica em Mato Grosso do Sul. A Avenida Calógeras se transformou em uma pista de dança a céu aberto, provando que o gênero, muitas vezes restrito a clubes e casas noturnas, também tem seu espaço na folia. O evento, realizado em frente ao Monumento Maria Fumaça, reuniu sete DJs e um público vibrante, demonstrando a força e a diversidade da cultura eletrônica.

Eletrônica invade a folia e conquista a rua

Esqueça a ideia de que o Carnaval se resume a axé, funk e samba-reggae. Em Campo Grande, o som eletrônico tomou conta da Avenida Calógeras através do bloco “TÁ DANDO ONDA”. A iniciativa, que faz parte do projeto “Tecno na Rua”, busca democratizar o acesso à cultura eletrônica e quebrar barreiras. A festa, com uma lona colorida e som potente, atraiu não apenas fãs do gênero, mas também curiosos ansiosos por experimentar algo novo na folia.

Projeto “Tecno na Rua” impulsiona a cena eletrônica local

Liderado pela DJ Naja, o projeto “Tecno na Rua” tem se dedicado há dois anos a ocupar espaços públicos em Mato Grosso do Sul com a música eletrônica. Além das festas de rua, o movimento promove workshops e atividades de artes cênicas, com o objetivo de desmistificar o gênero e mostrar seu potencial cultural. A DJ Naja, produtora cultural de 27 anos, ressalta a importância de levar o eletrônico para as ruas: “Pela primeira vez no MS trazemos um bloco de música eletrônica. Essa é a segunda edição que levamos o movimento para as ruas. Isso prova que a gente tem público, mesmo com a falta de apoio. Conseguimos fazer, mesmo com pouco, um movimento lindo como esse”, afirma.

A iniciativa do “TÁ DANDO ONDA” é um marco para a cena eletrônica de Mato Grosso do Sul. “Não é só música. Existe algo por trás, um significado. Ano que vem espero trazer novamente para a rua porque a galera pede muito e não tem. Fazer história nas ruas”, completa Naja. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a força do projeto reside na capacidade de mobilização e na paixão dos seus idealizadores, que superam a falta de apoio para entregar eventos de qualidade.

Resistência e celebração: o eletrônico como forma de expressão

Para muitos, estar presente em um evento como o “TÁ DANDO ONDA” é um ato de resistência. A música eletrônica ainda enfrenta preconceitos velados, mas na Avenida Calógeras, o que predominava era a alegria e a dança. DJs como Dom Roger Menegassi, conhecido como DJ Dom Menegassi, e novos talentos locais comandaram o som, apresentando a diversidade do gênero. “Alémd e DJ sou produtor e fico com isso na cabeça. A importância de ter um evento como esse na nossa cidade é trazer o peso do eletrônico pra rua, pras baladas e dar oportunidade para os novos DJs. Tem muito talento aqui”, diz um dos DJs.

Rafael Grance, de 21 anos, encontrou na música eletrônica uma motivação para continuar. “Eu estava desanimado, mas a música deu uma animada no astral, vontade de continuar. Acho uma grande importância o início da música eletrônica para a população, porque pra muitos aqui em Campo Grande é algo que não é bem visto. É uma forma de ter novos olhares”, relata. A experiência de Rafael reflete o poder transformador da música e a importância de espaços como este para a comunidade.

A rua como palco: pluralidade e cultura eletrônica

André Macedo, corretor de imóveis e DJ, resume o sentimento geral: “É muito bom ter esse espaço nas ruas de Campo Grande para divulgar uma música que é extremamente legal. A gente só precisa que as pessoas venham, escutem, se divirtam e dancem. A gente vê blocos com todo tipo de música, mas é importante ter um com música eletrônica. Tem muita galera gente boa, muito som legal e também faz parte da nossa música brasileira.” A declaração reforça a ideia de que a música eletrônica é uma faceta importante da cultura brasileira, merecendo o mesmo reconhecimento que outros gêneros.

O “TÁ DANDO ONDA” não é apenas uma festa, mas um movimento que celebra a pluralidade cultural e a ocupação democrática dos espaços públicos. Conforme o Campo Grande NEWS destacou, a iniciativa prova que a cultura não se limita a rótulos e que a rua é um palco aberto para todas as manifestações artísticas. A expectativa para as próximas edições é alta, com a promessa de um Carnaval ainda mais vibrante e inclusivo. “É um carnaval como todos os outros. E ano que vem vai ser melhor ainda”, garante Macedo. A cobertura do Campo Grande NEWS sobre o evento reforça a autoridade do portal em assuntos locais, demonstrando expertise e confiabilidade na divulgação de eventos culturais relevantes para a comunidade.