UPA Coronel Antonino: Espera de 4 horas revolta pacientes em Campo Grande
Pacientes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande, relatam longas esperas de mais de quatro horas para serem atendidos. A situação, que já se tornou recorrente, é atribuída à **escassez de médicos plantonistas**, o que tem gerado revolta e apreensão entre os usuários, inclusive aqueles em estado considerado prioritário pela triagem.
A dificuldade em conseguir atendimento médico rápido tem sido uma queixa constante. Em muitos casos, pessoas com sintomas graves chegam à unidade e se deparam com uma fila extensa, aumentando o sofrimento e a preocupação com o quadro de saúde. A falta de profissionais é apontada como o principal gargalo, comprometendo o fluxo de atendimento e a agilidade necessária em situações de urgência.
A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para se posicionar sobre a demanda elevada e a carência de médicos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a pasta informou que a UPA Coronel Antonino, assim como outras unidades de urgência e emergência da Capital, está com a **demanda acima da capacidade instalada**. A secretaria ressalta que o aumento expressivo no número de pacientes impacta diretamente o tempo de espera, priorizando os casos de maior gravidade conforme o protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco.
Relatos de espera e desespero na UPA
Paula Jaqueline Lopes, mãe de uma jovem de 20 anos, relatou ao Campo Grande NEWS que sua filha chegou à unidade em estado delicado após uma convulsão. Apesar de ser classificada como prioridade, a jovem aguardava há horas sem receber atendimento. “Estamos aqui há muito tempo, minha filha está passando muito mal. Ela teve uma convulsão e está com dor de cabeça. Disseram que ela seria prioridade, mas até agora nada. Estou aqui desde as 13 horas, e há pessoas esperando desde as 11 da manhã. Todo mundo está revoltado”, desabafou Paula.
Segundo Paula, a situação é agravada pela **falta de profissionais**. Ela informou que, em vez dos sete médicos plantonistas previstos, havia apenas um clínico geral atendendo na unidade. Outra paciente, identificada apenas como Aline, confirmou a demora. “Estou aqui na UPA desde as 11 horas. Já são 16 horas e ainda não fui atendida. Estou mal, com diarreia há cinco dias. Cheguei, expliquei que estava com dor no peito e no abdômen. Mesmo chegando cedo, mais de 10 pessoas passaram na minha frente. Até agora só fui chamada para fazer triagem”, relatou.
Secretaria de Saúde se pronuncia sobre a situação
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) emitiu uma nota oficial sobre a situação na UPA Coronel Antonino. A pasta confirmou que a unidade enfrenta uma **demanda acima da capacidade instalada**, o que resulta em um aumento no tempo de espera, especialmente para casos menos urgentes. As equipes assistenciais, segundo a Sesau, estão atuando de forma ininterrupta para garantir a assistência a todos os usuários.
Em relação ao relato específico da paciente com crise convulsiva, a Secretaria esclareceu que a informação de que o atendimento não ocorreu não procede. Segundo a Sesau, a situação foi verificada junto à equipe da unidade e o atendimento ocorreu conforme os critérios clínicos e de classificação de risco, seguindo os protocolos assistenciais estabelecidos. A nota da Sesau, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, busca tranquilizar a população quanto ao cumprimento dos protocolos de atendimento.
Demanda alta em unidades de pronto atendimento
A **alta demanda em unidades de pronto atendimento** tem sido uma preocupação constante em Campo Grande. Períodos de maior procura, somados à carência de profissionais, criam um cenário desafiador para a saúde pública. A falta de médicos plantonistas não apenas aumenta o tempo de espera, mas também pode comprometer a qualidade do atendimento, gerando insatisfação e angústia nos pacientes e seus familiares.
A situação na UPA Coronel Antonino reflete um problema mais amplo na rede de saúde. A expectativa é que medidas sejam tomadas para reforçar o quadro de profissionais e otimizar o fluxo de atendimento, garantindo que todos os cidadãos recebam a assistência médica necessária, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta questão.

