Bebê de 2 anos já é veterano do Carnaval de Campo Grande

Antônio, que ainda não completou dois anos, já tem mais Carnaval no currículo do que muita gente. O pequeno folião de Campo Grande viveu sua terceira festa de momo neste ano, contando a participação ainda na barriga da mãe. A tradição carnavalesca é forte na família, com direito a fantasias temáticas que encantam a todos.

Carnaval em família: uma tradição passada de geração em geração

Desde antes de nascer, Antônio já fazia parte da folia. Sua mãe, a atriz Helena Soares, desfilou fantasiada de abacate quando ele ainda estava na barriga, fazendo do bebê o “caroço” da fruta. Essa imersão na cultura carnavalesca se deve à forte influência familiar de ambos os pais.

Helena é filha de Norberto e Neila, fundadores do Bloco Cordão Valu, considerados pioneiros do Carnaval de rua em Campo Grande. Ela conta que participa da festa desde os seis anos de idade, e que seus pais já promoviam o Carnaval muito antes da criação do bloco.

Do outro lado, Fernando Lopes, pai de Antônio e diretor de teatro, tem o samba em seu DNA. Nascido no Rio de Janeiro em pleno Carnaval, ele cresceu imerso na vibrante cultura do samba carioca, sendo torcedor da Acadêmicos do Salgueiro. Conforme o Campo Grande NEWS checou, Fernando se reaproximou da festa ao morar há 11 anos na capital sul-mato-grossense.

“Eu voltei a reconhecer o Carnaval em mim aqui. Os blocos são menores, mais acolhedores. O Cordão da Valu é um símbolo da cultura campo-grandense”, afirma Fernando. Ele destaca a importância de passar essa manifestação cultural para os filhos.

Fantasias temáticas unem a família na folia

A família de Antônio mantém o costume de usar fantasias temáticas a cada ano, fortalecendo os laços e a tradição. Helena relembra com carinho os momentos: “Ele veio na barriga. Eu vim fantasiada de abacate e ele era o caroço do abacate”.

No ano passado, já nos braços dos pais, Antônio se fantasiou de palhacinho. Neste ano, a criatividade rolou solta com a família se vestindo como uma atração de circo: Helena de tenda, o pai de palhaço e o pequeno Antônio de pipoca. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, outras fantasias marcaram presença, como Asterix, Obelix e Idéfix no sábado, cupidos na segunda-feira e um circo completo na terça-feira, despedindo-se do Carnaval de 2026.

Antônio, o pequeno folião

Helena conta que Antônio participou ativamente de todos os dias de folia neste ano. “Ele veio todos os dias. No domingo, dormiu no carrinho e passou o Carnaval inteiro assim, mas estava aqui”, relata a mãe, demonstrando a dedicação da família em incluir o filho na festa.

A preparação para garantir o conforto do pequeno inclui carrinho reclinável, água e organização. Para Helena, trazer crianças para o Carnaval de rua é essencial. “Ele está aqui brincando na rua, correndo, ouvindo música. Fica batucando quando vê o pessoal no palco. Acho muito importante participar desde pequeno”, avalia.

Carnaval: uma festa para todos

Fernando reforça a ideia de que o Carnaval é uma celebração democrática. “Carnaval é para todo mundo, para todas as famílias, na diversidade. É celebrar a vida. E são as crianças que vão continuar isso”, finaliza o pai, ressaltando o papel fundamental das novas gerações na perpetuação da festa.

A tradição carnavalesca de Campo Grande, representada por blocos como o Cordão Valu, é um importante patrimônio cultural da cidade. Conforme o Campo Grande NEWS destaca, a participação ativa das famílias, desde os bebês até os mais velhos, garante a vitalidade e a continuidade dessa manifestação popular. A festa, que celebra a vida e a alegria, encontra nas crianças seus mais promissores herdeiros, assegurando que o ritmo contagiante do Carnaval de rua continue a ecoar pelos anos.