Campo Grande: Inclusão sanitária é realidade e transforma vidas com saúde e dignidade

Em um cenário nacional desafiador para o saneamento básico, Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, emerge como um exemplo de inclusão sanitária, promovendo saúde, dignidade e desenvolvimento para seus quase um milhão de habitantes. A cidade ostenta índices impressionantes no fornecimento de água tratada e na coleta de esgoto, superando as médias brasileiras e impactando positivamente a qualidade de vida de seus cidadãos.

Campo Grande revoluciona saneamento básico

O termo “inclusão sanitária” ganhou força com a aprovação do Marco Legal do Saneamento, visando o acesso universal à água e esgoto, segurança alimentar, saúde pública e desenvolvimento socioeconômico. No Brasil, dados do Censo 2022 e estudos do Instituto Trata Brasil revelam que 32 milhões de pessoas não têm água encanada e 90 milhões carecem de coleta de esgoto. Em contrapartida, a capital sul-mato-grossense assegura água tratada a 99% de sua população e coleta de esgoto para 94% dos moradores, conforme divulgado pela Águas Guariroba.

Esses avanços representam mais do que números, significam uma nova realidade para os campo-grandenses. A chegada da rede de esgoto, por exemplo, tem sido um divisor de águas, como relata Lúcio Flávio Carneiro, morador do bairro Tijuca. “Antes, era comum o mau-cheiro da fossa e o gasto constante com os caminhões para esvaziar. Agora, com a passagem da rede de esgoto, estamos iniciando uma nova fase em nossas vidas”, compartilhou.

A inclusão sanitária em Campo Grande se traduz em benefícios tangíveis, como a queda na evasão escolar e o impulso ao desenvolvimento social. A empresa responsável pelos serviços, a Águas Guariroba, planeja investir significativamente na expansão da infraestrutura. Somente neste ano, a previsão é de implantar aproximadamente 200 quilômetros de novas redes de água e esgoto, contemplando 22 bairros e beneficiando mais de 100 mil pessoas diretamente.

Mudança de vida com a rede de esgoto

Para Janicleia Ferreira, residente na região sul da cidade, a rede de esgoto representa o fim de um ciclo de incertezas e transtornos. “Já aconteceu de a fossa entupir e vazar. Tivemos que abrir outra no quintal e chamar o caminhão várias vezes. Cada vez ficava mais caro. É um alívio saber que isso vai mudar, com a rede de esgoto, uma grande vontade nossa que se torna realidade”, desabafou.

O aposentado Isaque Fidelis também celebra a chegada da infraestrutura. “A rede de esgoto vai ajudar naquele forte cheiro de esgoto que vinha das fossas. Isso é muito bom para o bairro e, principalmente, para a nossa saúde”, afirmou, destacando o impacto direto na saúde pública e no bem-estar da comunidade.

Investimento contínuo em infraestrutura de saneamento

A água que abastece Campo Grande é captada de córregos e poços profundos, passando por tratamento rigoroso em Estações de Tratamento de Água (ETAs). Uma rede de distribuição com mais de 4 mil quilômetros garante o fornecimento a 99% da população, monitorada 24 horas por dia. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a infraestrutura moderna é um dos pilares para a excelência no serviço.

O esgoto sanitário, por sua vez, percorre uma rede de 3 mil quilômetros até as duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). O processo garante que o material retorne ao meio ambiente sem causar danos, com aproximadamente 94% do esgoto da capital sendo tratado. A meta é ambiciosa: atingir 98% de cobertura de esgotamento sanitário até 2028, cinco anos antes do prazo estabelecido pela legislação federal.

Gabriel Buim, diretor-presidente da Águas Guariroba, ressalta os múltiplos benefícios. “A ampliação da rede de esgoto elimina fossas, reduz riscos à saúde pública, contribui para a preservação ambiental e impulsiona o desenvolvimento das regiões atendidas. O avanço do saneamento também valoriza os imóveis e fortalece a qualidade de vida das comunidades”, explicou.

Tecnologia e inovação nas obras de saneamento

Para agilizar as obras e minimizar o impacto no cotidiano dos moradores, a concessionária investe em métodos operacionais modernos. “Estamos utilizando técnicas de perfuração do solo e métodos não destrutivos para a implantação da tubulação de esgoto. Isso ocorre conforme a necessidade de cada trecho, sempre priorizando segurança, eficiência e redução de transtornos”, detalha José Clementino Leite, supervisor de Engenharia da Águas Guariroba. Essas práticas, conforme o Campo Grande NEWS apurou, garantem melhorias duradouras.

Expansão do saneamento em Mato Grosso do Sul

O avanço do saneamento não se restringe à capital. Em Mato Grosso do Sul, a Parceria Público-Privada (PPP) com o Governo do Estado, por meio da Sanesul e da Ambiental MS Pantanal, elevou a cobertura de esgoto de 46% para 75% em mais de 68 municípios. A meta é alcançar 86% até 2026, antecipando as diretrizes do Marco Legal do Saneamento.

O plano de investimentos para 2026 prevê obras em 39 municípios, com mais de 480 quilômetros de novas redes e ampliações em Estações de Tratamento de Esgoto. Cidades como Caarapó, Corumbá, Maracaju e Dourados estão entre as beneficiadas com entregas previstas para este ano e o próximo, consolidando o protagonismo do estado na transformação sanitária.

Liderança do Grupo Aegea no setor

As empresas Águas Guariroba e a Ambiental MS Pantanal integram o grupo Aegea Saneamento, líder no setor privado de saneamento básico no Brasil. Com atuação em quase 900 cidades de 15 estados, o grupo atende mais de 39 milhões de pessoas, trabalhando para universalizar o acesso à água e esgoto tratados e promover o desenvolvimento sustentável e a saúde pública em todo o país. A expertise do grupo, como demonstram os resultados em Campo Grande, é um fator chave para o sucesso, de acordo com o Campo Grande NEWS.