João Vitor Benites de Andrade, condenado a oito anos de prisão por crimes graves como cárcere privado, tráfico de drogas e associação para o tráfico, foi recapturado pela Polícia Militar em Campo Grande. A prisão ocorreu neste sábado (14), após a equipe policial notar a atitude suspeita de Andrade e um comparsa próximo ao estacionamento de motos da Santa Casa, uma área que tem registrado um aumento de furtos recentemente. A prisão de Andrade encerra um período em que ele estava foragido da justiça, após a sentença ter transitado em julgado.
Condenado por sequestro e tortura em “tribunal do crime” é preso
A condenação de João Vitor Benites de Andrade está diretamente ligada a um brutal episódio ocorrido em novembro de 2021. Na ocasião, duas pessoas foram sequestradas e submetidas a um verdadeiro “tribunal do crime”. As vítimas foram mantidas em cativeiro, agredidas e ameaçadas de morte, sob a falsa acusação de envolvimento em um homicídio que negavam veementemente ter cometido. O caso, investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), resultou na condenação de quatro homens, incluindo Andrade.
O sequestro e as agressões brutais
Conforme relatos das vítimas à polícia, após serem sequestradas, foram levadas para uma residência no Jardim Noroeste, onde foram mantidas em cárcere privado. Posteriormente, as vítimas foram transferidas para o Jardim Vida Nova, onde as agressões continuaram. Eles foram espancados com socos ingleses e pedaços de madeira, em um cenário de terror orquestrado pelos acusados. A gravidade dos atos levou à condenação de João Vitor e outros três indivíduos.
A ação policial que levou à captura de Andrade neste sábado se deu quando a equipe observou dois homens em atitude considerada suspeita próximo ao estacionamento da Santa Casa. Ao retornarem ao local, os policiais notaram o nervosismo demonstrado pelos indivíduos, o que motivou a abordagem. Durante a revista, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra João Vitor Benites de Andrade, expedido após a condenação pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
A operação policial e a descoberta do cativeiro
A investigação que culminou na prisão de Andrade e seus comparsas teve início após denúncias de tráfico de drogas e pessoas mantidas em cativeiro em uma residência no Jardim Noroeste. Uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul se dirigiu ao local e, ao chegarem, encontraram drogas, dinheiro, uma balança de precisão, dois estojos de arma de fogo e um soco inglês. Um dos suspeitos, Claudinei de Oliveira Ferreira, acabou morrendo em confronto com os policiais durante a operação.
João Vitor Benites de Andrade, identificado como um dos suspeitos, conseguiu fugir pulando o muro da residência na ocasião. Os demais envolvidos foram presos em flagrante. A casa onde o cativeiro foi descoberto continha evidências claras da prática criminosa, como detalhado em boletim de ocorrência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação demonstrou a participação de João Vitor e outros três homens, Anderson Henrique Pereira, Evandro Ribeiro de Barros e Thiago Afonso Duarte, na ação criminosa.
Condenação e retorno ao sistema prisional
Os quatro acusados foram condenados em setembro de 2022. A sentença de João Vitor Benites de Andrade transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso e a pena deve ser cumprida. Ele foi sentenciado a oito anos de reclusão, e agora retornará ao sistema prisional para cumprir a pena. A polícia não divulgou se o outro indivíduo que estava com ele no momento da abordagem neste sábado foi detido.
A prisão de João Vitor reforça o trabalho das forças de segurança na repressão a crimes violentos e à atuação de grupos que se utilizam de métodos ilegais, como o “tribunal do crime”, para impor sua “justiça”. O caso serve como um alerta sobre a gravidade dessas práticas e a importância da atuação policial para garantir a segurança pública. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a atuação do MPMS foi crucial para a obtenção da condenação e a posterior prisão do sentenciado. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando desdobramentos deste caso.

