Menina de 12 anos denuncia padrasto por estupro após pedir socorro à mãe de amiga

Uma menina de 12 anos procurou ajuda na casa da mãe de uma colega de escola, em Campo Grande, e denunciou ter sido vítima de estupro e abusos sexuais praticados por seu padrasto, de 45 anos. O caso veio à tona na noite desta segunda-feira (9), quando a criança chegou em desespero na residência da testemunha. A mãe da amiga acionou a Polícia Militar, que encaminhou a vítima para os órgãos competentes. Conforme informações divulgadas, a menina relatou que os abusos ocorriam principalmente quando a mãe estava ausente, incluindo toques enquanto dormia e insinuações de cunho sexual. A vítima também afirmou que sua mãe tinha conhecimento dos fatos, mas não tomava providências, sendo conivente com o companheiro.

Criança detalha abusos e alega conivência da mãe

A menina, que é amiga da filha da comunicante, frequentava a casa da colega e já havia pernoitado no local em outras ocasiões. Foi em uma dessas noites que, em prantos, a criança revelou os abusos sofridos pelo padrasto. Inicialmente, a vítima demonstrou medo e implorou para que a denúncia não fosse feita, mas a gravidade da situação a levou a buscar ajuda novamente no início do ano letivo de 2026.

Ela se dirigiu à casa da mãe de sua amiga e, chorando, pediu socorro, afirmando não suportar mais a convivência com o padrasto e que os abusos continuavam. Segundo o relato, o homem a tocava enquanto dormia, a espionava durante o banho, mostrava vídeos pornográficos e fazia insinuações sobre praticar os mesmos atos com ela. Por medo, a criança chegou a ir à escola sem se higienizar, evitando tomar banho quando ficava sozinha com o padrasto.

A vítima declarou que os abusos ocorriam tanto durante o dia quanto à noite, principalmente quando a mãe estava trabalhando. Um ponto que agrava a situação, segundo a menina, é que sua mãe teria pleno conhecimento dos abusos, mas seria conivente com o padrasto, não tomando qualquer providência. Ela afirmou já ter contado à mãe sobre o sofrimento, mas que a genitora “aceita” a situação e não interfere.

Polícia é acionada e caso registrado como estupro de vulnerável

Diante da gravidade dos fatos e do desespero demonstrado pela criança, a mãe da amiga tomou a iniciativa de acionar a polícia. A menina permaneceu sob os cuidados da família da amiga até a chegada das autoridades. A equipe policial solicitou apoio da força tática para realizar diligências e identificar o autor dos crimes.

No endereço informado, os policiais conseguiram contato com a mãe da vítima, que alegou não saber o paradeiro do marido e que apenas ela se encontrava no local. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a mãe e a criança foram encaminhadas à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O caso foi registrado como estupro de vulnerável. As vítimas serão levadas à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para a continuidade das investigações.

Medo e silêncio: o ciclo da violência contra a criança

O medo é um dos principais fatores que impedem crianças e adolescentes de denunciarem abusos. No caso em questão, a menina inicialmente implorou para que sua amiga não contasse a ninguém, evidenciando o temor que sentia em relação ao padrasto. A alegação de conivência da mãe é outro ponto crucial que dificulta a quebra desse ciclo de violência.

A falta de ação por parte de um dos responsáveis legais pode gerar na vítima a sensação de desamparo e a crença de que os abusos são aceitáveis ou que não haverá consequências para o agressor. A busca por ajuda na casa de uma amiga demonstra a coragem e a necessidade urgente da criança em encontrar um refúgio e apoio para expor o que vinha sofrendo.

A importância da rede de apoio e da denúncia

A atitude da mãe da amiga da vítima foi fundamental para que o caso viesse à tona e as autoridades fossem acionadas. Essa rede de apoio externa à família é essencial para proteger crianças em situações de vulnerabilidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a denúncia é o primeiro passo para que a justiça seja feita e para que medidas de proteção sejam garantidas à vítima.

O registro do caso como estupro de vulnerável reforça a seriedade com que crimes contra crianças e adolescentes são tratados pela legislação. A investigação pela DEPCA visa apurar todos os fatos e garantir que o agressor seja responsabilizado por seus atos. O Campo Grande NEWS acompanha o caso e trará atualizações sobre o andamento da investigação.