Nigeriano que agrediu policiais e tentou fugir da delegacia é solto na custódia

Solto após dias de confusão: Nigeriano que agrediu policiais e tentou fugir em Campo Grande é liberado pela Justiça

Um homem de nacionalidade nigeriana, preso em flagrante por violência doméstica em Campo Grande, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça. O caso ganhou repercussão após o acusado, Emmanuel Oluwabunmi Abari, de 25 anos, apresentar comportamento extremamente violento durante a detenção. Ele agrediu familiares, policiais, tentou fugir da delegacia e fez ameaças de morte, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

A liberdade veio mesmo após dias de confusão e episódios de violência dentro e fora da prisão. A decisão judicial gerou surpresa e questionamentos, especialmente diante da gravidade das ações do detido. O caso levanta debates sobre os procedimentos em audiências de custódia e a segurança em delegacias.

Acompanhe os detalhes deste caso que chocou a cidade e entenda os desdobramentos que levaram à soltura de Emmanuel Oluwabunmi Abari, mesmo após a série de incidentes violentos. Acompanhe os detalhes completos desta notícia, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

Violência doméstica e agressões na delegacia

No último sábado (7), por volta das 22h11, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica no Bairro Parque dos Novos Estados, em Campo Grande. No local, a mãe e a irmã de Emmanuel relataram ter sido agredidas com tapas no rosto. Além das agressões físicas, o acusado também danificou uma televisão da residência.

Diante da agressividade demonstrada pelo homem, os policiais precisaram utilizar algemas para conduzi-lo até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A delegada de plantão ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e dano ao patrimônio.

Audiência de custódia sem intérprete e mais violência

Na segunda-feira, Emmanuel foi encaminhado para a audiência de custódia no Fórum de Campo Grande. No entanto, o ato não pôde ser realizado por falta de um intérprete credenciado para o idioma do preso, que é nigeriano. Em uma decisão considerada fora da prática processual ideal, o juiz determinou o retorno do preso à delegacia. Essa decisão contraria o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece que delegacias não são locais adequados para custódia prolongada.

De volta à Deam, o comportamento de Emmanuel Oluwabunmi Abari se tornou ainda mais preocupante. Ele se recusou a cumprir ordens básicas de segurança, como retirar os calçados para entrar na cela. Durante a tentativa de contê-lo, o acusado desferiu uma cabeçada no rosto de um investigador, causando lesão.

Foram necessários seis policiais para imobilizar o detido, com o uso de spray de pimenta e taser. Ainda na cela, Emmanuel arremessou a marmita de almoço contra uma investigadora, demonstrando total descontrole e agressividade. O Campo Grande NEWS apurou que o comportamento violento persistiu ao longo da tarde e da noite.

Tentativa de fuga e ameaças de morte

O preso continuou a apresentar comportamento desordeiro e perigoso. Emmanuel ameaçou outros detentos, tentou quebrar as grades da carceragem e proferiu ameaças de morte contra policiais civis. Em um dos momentos mais alarmantes, ele afirmou que mataria um agente ao ser libertado.

Na madrugada de terça-feira (10), o detido tentou fugir da unidade policial. A tentativa de fuga exigiu uma nova operação de segurança para contê-lo e reforçar a vigilância. A situação demonstrava a alta periculosidade do indivíduo.

Liberdade provisória concedida

Na manhã desta terça-feira, diante do alto risco de fuga, a escolta para uma nova audiência de custódia foi realizada pelo Garras (Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros). Essa medida foi necessária para garantir a segurança durante o deslocamento do preso.

Apesar do histórico recente de agressões reiteradas, lesões a agentes públicos, ameaças de morte e violência doméstica, o Poder Judiciário decidiu conceder liberdade provisória a Emmanuel Oluwabunmi Abari. A decisão, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS, gerou surpresa e levanta questionamentos sobre os critérios utilizados em casos de tamanha gravidade e reincidência de violência.