Um guarda civil metropolitano de 38 anos, identificado como Diego Santana de Queiroz, foi liberado sem a necessidade de pagar fiança após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (9). Ele havia sido preso na madrugada de domingo em Campo Grande, após sua arma funcional ter sido encontrada com um foragido da justiça, André Antunes Ponce de Morais, de 36 anos, que possuía um mandado de prisão em aberto. A defesa do guarda sustenta que a arma caiu acidentalmente durante uma festa e foi recolhida por um conhecido para evitar que terceiros a encontrassem.
Guarda Civil liberado após arma funcional ser achada com foragido
O caso que culminou na prisão do guarda civil metropolitano Diego Santana de Queiroz, de 38 anos, ganhou novos desdobramentos com sua soltura sem fiança. A prisão ocorreu na madrugada de domingo, em Campo Grande, após a descoberta de que sua arma funcional estava em posse de André Antunes Ponce de Morais, um indivíduo com mandado de prisão em aberto. A versão apresentada pela defesa do guarda, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, alega que o incidente ocorreu de forma acidental em uma casa noturna.
Segundo o advogado Paulo Macena, que representa Diego, a pistola teria caído da cintura do guarda enquanto ele dançava em uma boate localizada na Avenida Afonso Pena. Em meio à movimentação intensa, um conhecido de Diego, que estava em um camarote, teria recolhido a arma para evitar que ela fosse localizada por outras pessoas, um receio justificado pela presença de um foragido no local. A polícia foi acionada logo em seguida, levando ambos à delegacia.
A defesa enfatiza que André, em seu depoimento, confirmou que a arma caiu da cintura do guarda e que ele a pegou. Apesar disso, Diego foi preso em flagrante. A soltura ocorreu após a audiência de custódia, mas o guarda será afastado de suas atividades operacionais até a conclusão de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que será instaurado. A arma funcional foi recolhida pelas autoridades.
Versão da defesa: arma caiu durante a dança
De acordo com a versão sustentada pela defesa de Diego Santana de Queiroz, o guarda estava em uma casa noturna na Avenida Afonso Pena quando, durante um momento de dança, sua arma funcional caiu de sua cintura. O advogado Paulo Macena explicou que a pistola foi recolhida por um conhecido, André Antunes Ponce de Morais, que estava em um camarote. A intenção, segundo a defesa, era impedir que a arma caísse em mãos erradas ou fosse encontrada por terceiros em meio à aglomeração.
O advogado detalhou que Diego entrou no estabelecimento portando sua arma, como de praxe. Em um determinado momento, enquanto se divertia com amigas, a arma teria se soltado do coldre e caído no chão. André, percebendo a situação, agiu rapidamente para recolher o armamento. A defesa argumenta que Diego não repassou a arma voluntariamente a André, mas que a queda foi acidental e a ação de André, preventiva.
Abordagem policial e prisão em flagrante
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia anônima sobre um homem exibindo uma arma de fogo em um camarote. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Diego sem a arma, mas com o coldre na cintura. O guarda informou que sua pistola estava com André, que o acompanhava. André foi localizado no mesmo camarote e, durante a revista, os policiais encontraram uma pistola calibre .40, de uso restrito, com 11 munições intactas.
A arma foi identificada como pertencente à Guarda Civil Metropolitana (GCM) e cautelada a Diego. André, além de estar com a arma ilegalmente, possuía um mandado de prisão em aberto por receptação e também tinha passagens por estelionato. Ambos foram levados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde a prisão em flagrante foi formalizada. A arma foi apreendida, e o procedimento envolvendo o guarda foi supervisionado por um superior.
Liberdade provisória e afastamento das funções
Após a audiência de custódia, Diego Santana de Queiroz obteve liberdade provisória sem a necessidade de pagamento de fiança. O caso continuará sob análise judicial. O secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga da Silva Assis, informou ao Campo Grande NEWS que o servidor será afastado de suas atividades operacionais até o fim do Procedimento Administrativo Disciplinar. O porte funcional foi recolhido, e a arma já está apreendida, conforme confirmou o secretário.
A investigação do caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil. A defesa de Diego busca comprovar a versão do acidente e a ausência de intenção de entregar a arma a um foragido. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a apuração visa esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades. A comunidade aguarda o desfecho deste caso que envolve um agente público e um foragido da justiça, ressaltando a importância da apuração rigorosa e imparcial dos fatos.

