Motociclista sem CNH empina moto e causa grave acidente na Tamandaré
Um grave acidente na Avenida Tamandaré, em Campo Grande, deixou dois jovens feridos na madrugada deste sábado (7). O condutor de uma motocicleta, de apenas 20 anos e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), empinava o veículo quando perdeu o controle, invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com um Chevrolet Prisma.
O impacto arremessou o motociclista e a passageira, de 22 anos, que estava na garupa. Ambos foram socorridos e encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. A jovem sofreu uma fratura no fêmur esquerdo, enquanto o condutor teve escoriações e um corte no joelho. Conforme o boletim de ocorrência, o motociclista chegou a ficar inconsciente por alguns instantes após a batida.
O caso, registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, levanta questões sobre a segurança no trânsito e a imprudência de condutores. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a motocicleta trafegava no sentido centro-bairro, acompanhada por outros veículos, quando o piloto iniciou a manobra arriscada.
Imprudência na Avenida Tamandaré resulta em feridos
A ousadia do jovem motociclista, que não possuía habilitação para dirigir, culminou em um acidente de proporções consideráveis. A manobra de empinar a moto, que consiste em levantar a roda dianteira do veículo, é proibida e extremamente perigosa, especialmente em vias de tráfego intenso como a Avenida Tamandaré. A perda de controle durante a ação levou a invasão da pista oposta, onde o Prisma seguia.
O impacto foi de tal magnitude que o motociclista e sua passageira foram projetados. A gravidade dos ferimentos, especialmente a fratura exposta no fêmur da jovem, destaca os riscos inerentes a esse tipo de comportamento no trânsito. A falta de CNH do condutor agrava ainda mais a situação, indicando uma completa negligência com as leis e a segurança.
O Campo Grande NEWS apurou que, no carro atingido, houve divergência sobre quem estaria ao volante no momento da colisão. Testemunhas relataram a presença de um homem dirigindo, mas os ocupantes do veículo apresentaram versões conflitantes aos policiais. Essa inconsistência gerou a solicitação do teste do bafômetro.
Ocupantes do carro se recusam a fazer teste do bafômetro
Diante da gravidade do acidente e da suspeita de embriaguez, a polícia solicitou que os ocupantes do Chevrolet Prisma realizassem o teste do bafômetro. Apenas um dos ocupantes aceitou o procedimento, e o resultado foi negativo para álcool. Os outros dois se recusaram a soprar o aparelho.
Segundo informações da polícia, um dos indivíduos que se recusou a fazer o teste apresentava visível odor etílico, o que reforça a suspeita de ingestão de álcool antes de dirigir. A recusa em realizar o teste, neste contexto, pode ser interpretada como uma tentativa de ocultar uma infração grave.
O local do acidente foi isolado para os trabalhos da perícia, que irá determinar as circunstâncias exatas da colisão. Todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia para prestar depoimento e esclarecer os fatos. O Campo Grande NEWS acompanha o desenrolar do caso, que ressalta a importância da responsabilidade no trânsito.
Investigação e registro do caso
O registro da ocorrência como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor é o procedimento padrão em casos de acidentes com vítimas. No entanto, as investigações subsequentes poderão identificar outras responsabilidades, como a embriaguez ao volante, caso confirmada, que pode agravar significativamente as penalidades.
A falta de CNH do motociclista é uma infração gravíssima, sujeita a multas e apreensão do veículo. A combinação de imprudência, falta de habilitação e possível embriaguez de um dos envolvidos no acidente torna este caso um exemplo preocupante de como comportamentos irresponsáveis podem ter consequências devastadoras.
A reportagem do Campo Grande NEWS buscou informações adicionais sobre o estado de saúde dos feridos, que permanecem sob observação na Santa Casa. A comunidade local clama por mais fiscalização e campanhas de conscientização para coibir atitudes de risco nas vias da cidade, especialmente em locais de grande circulação.

