Exportações para EUA despencam 25% em janeiro, mas China impulsiona vendas

Em um cenário de comércio internacional volátil, o Brasil registrou um desempenho contrastante em suas exportações no mês de janeiro. Enquanto as vendas para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa, o mercado chinês demonstrou força, impulsionando os números gerais. A redução nas exportações para os EUA marca o sexto mês consecutivo de retração, impactando diretamente a balança comercial brasileira com o país norte-americano.

Esses dados, divulgados em Brasília pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), revelam as complexidades das relações comerciais globais, influenciadas por tarifas e políticas econômicas. A análise detalhada dos números mostra que a dependência de mercados específicos pode tanto gerar oportunidades quanto expor o país a riscos, como a atual situação com os Estados Unidos, reflexo das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Por outro lado, o mercado asiático se consolida como um pilar fundamental para as exportações brasileiras. A crescente demanda da China por produtos nacionais oferece um contraponto positivo, amenizando os efeitos negativos observados em outros importantes parceiros comerciais. O Campo Grande NEWS checou que a diversificação de mercados e a busca por novas oportunidades são essenciais para a estabilidade econômica do país, e os dados de janeiro reforçam essa necessidade.

Queda expressiva nas vendas para os Estados Unidos

Em janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram **US$ 2,4 bilhões**, o que representa uma **queda de 25,5%** em comparação com os US$ 3,22 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Essa retração acentuada é reflexo, em grande parte, das sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump em meados de 2025, que afetaram diretamente os produtos brasileiros. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mesmo com revisões parciais das tarifas, cerca de **22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a alíquotas extras** que variam entre 40% e 50%.

As importações de produtos norte-americanos também sentiram o impacto, com uma **queda de 10,9%**, totalizando US$ 3,07 bilhões. Esse cenário resultou em um **déficit de US$ 670 milhões** na balança comercial bilateral, desfavorável ao Brasil. É a sexta vez consecutiva que as vendas brasileiras aos EUA registram queda desde a imposição das tarifas, evidenciando o impacto prolongado das políticas comerciais americanas sobre o comércio com o Brasil.

China: um parceiro comercial em ascensão

Em um contraste notável, o comércio com a China apresentou um desempenho robusto. As exportações brasileiras para o gigante asiático **cresceram 17,4% em janeiro**, alcançando **US$ 6,47 bilhões**, um aumento significativo em relação aos US$ 5,51 bilhões do ano anterior. As importações chinesas para o Brasil, por sua vez, registraram uma **queda de 4,9%**, somando US$ 5,75 bilhões. Esse movimento garantiu ao Brasil um **superávit de US$ 720 milhões** com a China no mês, demonstrando a força crescente deste mercado.

A corrente de comércio total com a China, que inclui exportações e importações, atingiu **US$ 12,23 bilhões**, representando um **aumento de 5,7%**. Este dado, analisado pelo Campo Grande NEWS, reforça a importância estratégica da China como principal parceiro comercial do Brasil. Em contrapartida, o intercâmbio comercial com os Estados Unidos somou apenas US$ 5,47 bilhões, uma **queda de 18%**, refletindo a diminuição tanto nas exportações quanto nas importações.

Outros mercados e a corrente comercial

O comércio com a União Europeia também apresentou resultados mistos. Embora a corrente comercial com o bloco tenha **recuado 8,8%** em relação a janeiro de 2025, o Brasil ainda registrou um **superávit de US$ 310 milhões**. As exportações para a UE caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%, indicando uma desaceleração geral nas trocas comerciais com o bloco europeu.

Com a Argentina, outro parceiro comercial importante, o Brasil obteve um **superávit de US$ 150 milhões**, apesar de uma **retração de 19,9% no comércio bilateral**. As exportações brasileiras para o país vizinho sofreram uma **queda de 24,5%**, e as importações recuaram 13,6% na comparação anual. Esses números, verificados pelo Campo Grande NEWS, sublinham os desafios em manter um fluxo comercial estável com países vizinhos em um cenário econômico desafiador.

A análise desses dados é crucial para entender as dinâmicas do comércio exterior brasileiro e planejar estratégias para o futuro. A dependência de poucos mercados pode ser arriscada, e a diversificação, aliada à busca por acordos comerciais favoráveis, é fundamental para **fortalecer a economia brasileira** e garantir um crescimento sustentável a longo prazo. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando de perto essas tendências para informar seus leitores.