O Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul (Siems) entrou com um pedido judicial para o bloqueio das contas da Clínica Carandá, localizada em Campo Grande. A medida visa garantir o pagamento do 13º salário e do salário de dezembro a 22 funcionários da categoria, que estão com seus vencimentos atrasados. A ação judicial, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, também busca impedir que a clínica continue operando enquanto não cumprir com obrigações trabalhistas básicas, indicando um problema recorrente na gestão da instituição.
A solicitação do Siems à Justiça do Trabalho não se limita apenas ao pagamento dos valores devidos. O sindicato também pleiteia o impedimento do funcionamento da clínica até que as pendências trabalhistas sejam regularizadas. Essa iniciativa surge após anos de atrasos salariais, que, segundo o Siems, são uma prática constante da empresa, resultando em diversas ações judiciais já ajuizadas anteriormente por questões trabalhistas diversas, incluindo salários, 13º, férias e rescisões.
Atrasos salariais se tornam prática recorrente na Clínica Carandá
De acordo com o sindicato, a situação na Clínica Carandá tem se repetido anualmente. Diversas ações judiciais já foram movidas contra a empresa, sempre com o objetivo de cobrar dívidas trabalhistas. Os atrasos envolvem não apenas salários e o 13º, mas também férias não pagas e verbas rescisórias, evidenciando um padrão de descumprimento de direitos fundamentais dos trabalhadores.
A advogada Olívia Brandão, representante do Siems, destacou a persistência do problema. “Já obtivemos vitória em ação transitada em julgada e ainda seguimos com outras que estão em fase de análise da justiça, mas ano após ano a empresa continua gerando prejuízos aos direitos dos trabalhadores”, afirmou, ressaltando a frustração com a falta de resolução definitiva.
Medida visa também a segurança e qualidade dos serviços prestados
Além da questão salarial, o pedido de bloqueio e a ação judicial têm um caráter preventivo. O Siems busca, através da Justiça do Trabalho, forçar a clínica a regularizar suas condições mínimas de funcionamento. Isso inclui o respeito à quantidade de profissionais por turno e a observância das atribuições legais da enfermagem. A precarização das condições de trabalho é vista pelo sindicato como um fator que impacta diretamente a segurança dos pacientes e dos próprios funcionários.
O Campo Grande NEWS checou que a preocupação do sindicato se estende à qualidade do atendimento. A falta de profissionais adequados e o descumprimento de normas podem comprometer a segurança e a eficácia dos serviços de saúde oferecidos pela clínica. A entidade busca garantir um ambiente de trabalho digno e seguro, o que, por consequência, reflete na qualidade do cuidado ao paciente.
Histórico de ações trabalhistas contra a clínica
O histórico de litígios trabalhistas entre o Siems e a Clínica Carandá é extenso. Conforme relatado pelo sindicato, as cobranças de salários atrasados, 13º, férias e rescisões são uma constante. Mesmo com decisões judiciais favoráveis ao sindicato, a empresa parece não ter alterado suas práticas, gerando novos passivos trabalhistas.
A situação expõe uma dificuldade crônica da Clínica Carandá em cumprir com suas obrigações trabalhistas básicas, mesmo após ter sido judicialmente obrigada a fazê-lo em outras ocasiões. O Campo Grande NEWS checou que essa reincidência é um dos pontos centrais da nova ação movida pelo Siems, que busca uma solução mais eficaz para proteger os direitos dos trabalhadores da enfermagem.
A entidade sindical reitera que a ação judicial é um último recurso para garantir os direitos dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, pressionar por melhorias nas condições de trabalho e na gestão da clínica. A expectativa é que a intervenção judicial force a Clínica Carandá a cumprir suas obrigações de forma definitiva, assegurando a tranquilidade financeira e profissional dos seus colaboradores. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desenrolar deste caso.

