Um motorista de caminhão se manifestou após ser flagrado supostamente descartando material em um terreno no bairro Jardim Paradiso, em Campo Grande. O trabalhador, que atua em uma obra na região, explicou que o espaço é de propriedade de uma construtora e que os resíduos movimentados são provenientes da própria construção. Segundo ele, o material é utilizado para criar uma espécie de contenção no local, impedindo que outras pessoas o utilizem para descarte irregular de lixo.
A situação veio à tona quando uma moradora flagrou o caminhão descarregando o material na tarde de sexta-feira (23). Ao perceber que estava sendo filmado, o motorista retirou a placa do veículo. A mulher relatou que o caminhão estava depositando o material bem na entrada do terreno, dificultando o acesso para quem quisesse descartar outros tipos de resíduos.
Entenda o caso do descarte em Campo Grande
O motorista detalhou ao Jornal Midiamax que o procedimento é comum na obra. “A gente tira o material da obra para lá, depois, faltou, a gente leva de volta. Isso é um puxa… vira e mexe, tem movimento de caminhão ali”, explicou. Ele acrescentou que a intenção é justamente criar uma barreira para evitar que o local se torne um ponto de descarte irregular de lixo por parte de terceiros.
“Esse caminhão que jogou aí é o último que jogou bem na boca, onde que entram os caminhões, para ninguém entrar lá para o fundo para jogar lixo. Toda vez que vai jogar terra, a máquina vai lá e tira o material para poder o caminhão jogar lá para dentro. Esse caminhão está bem aí na saída para poder ninguém entrar. É material limpo que até eles reutilizam na obra”, afirmou o motorista.
Conforme o relato da moradora, o flagrante ocorreu por volta das 17h. Ela também expressou preocupação com a altura do mato no terreno, que, segundo ela, contribui para a proliferação de mosquitos, ratos, baratas e escorpiões. “Já sofremos com enchentes aqui, e agora tem esse mato. Não resolve jogar veneno [para os insetos]. Morro de medo da dengue”, desabafou a moradora.
Como denunciar descarte irregular em Campo Grande
A prefeitura de Campo Grande oferece canais para denúncias e solicitações de serviços relacionados ao descarte irregular de resíduos. Para flagrantes, o cidadão pode entrar em contato com a Guarda Civil Metropolitana pelo telefone 153. Já para solicitações de serviços e outras reclamações, o número é o 156, da Central de Atendimento ao Cidadão.
É importante ressaltar que o descarte ilegal é considerado crime ambiental. As multas podem ultrapassar os R$ 13 mil e têm o valor dobrado em caso de reincidência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a legislação ambiental busca coibir essas práticas para preservar a saúde pública e o meio ambiente. A atuação do Jornal Midiamax em fiscalizar e noticiar esses casos reforça o compromisso com a comunidade e a busca por soluções. A iniciativa do motorista, embora controversa, demonstra uma tentativa de resolver um problema recorrente no bairro, mas a comunicação e a busca por soluções oficiais são sempre o caminho mais adequado.
A situação levanta um debate sobre a responsabilidade compartilhada na manutenção da limpeza urbana e na prevenção de crimes ambientais. Enquanto a construtora pode ter o direito de gerenciar seu terreno particular, a forma como isso é feito pode gerar impactos na comunidade. O Jornal Midiamax, em sua cobertura investigativa, busca sempre apresentar os diferentes lados da história, como é o caso deste flagrante no Jardim Paradiso. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a colaboração entre poder público e cidadãos é fundamental para manter a cidade limpa e segura para todos os moradores.
As autoridades competentes, ao serem acionadas, podem investigar a situação e determinar as medidas cabíveis. A atuação jornalística do Campo Grande NEWS, assim como a de outros veículos de comunicação, é essencial para dar visibilidade a esses problemas e pressionar por soluções eficazes. A população de Campo Grande agradece a cobertura detalhada sobre os desafios enfrentados no dia a dia, especialmente em relação à limpeza e à segurança.

