Cláudio Castro exonera presidente da Rioprevidência após operação da PF

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exonerou Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A decisão foi publicada no Diário Oficial após o próprio Antunes anunciar sua renúncia. A saída ocorre em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga supostas operações financeiras irregulares que teriam exposto o patrimônio do fundo a riscos elevados. Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal, a operação, denominada Barco de Papel, buscou apurar indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional.

Rioprevidência: Presidente Exonerado em Meio a Investigação da PF

A exoneração de Deivis Marcon Antunes do comando do Rioprevidência marca um desfecho rápido após seu pedido de renúncia. A medida governamental ocorreu no mesmo dia em que o agora ex-dirigente foi alvo de uma operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Federal em sua residência. O ato oficial, publicado no Diário Oficial, confirma a saída de Antunes do órgão responsável pela gestão das aposentadorias e pensões de servidores públicos do estado.

A Polícia Federal, através da 6ª Vara Federal Criminal, autorizou a operação com o objetivo de investigar a suspeita de **operações financeiras irregulares**. De acordo com a nota oficial da corporação, essas operações teriam exposto o patrimônio da autarquia a um **risco elevado e incompatível com sua finalidade**. O Rioprevidência é um órgão crucial para a segurança financeira de milhares de aposentados e pensionistas.

Além de Deivis Marcon Antunes, a ação da Polícia Federal também atingiu as residências de outros dois ex-dirigentes do órgão: Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor interino de Investimentos do Rioprevidência. A investigação aponta para possíveis envolvimentos em esquemas que desfavoreceram a gestão pública.

Apreensões e o Valor Investido em Títulos

Durante as buscas nas residências dos envolvidos, a Polícia Federal realizou diversas apreensões. Na casa de Antunes, foram encontrados um **veículo de luxo blindado, R$ 7 mil em espécie, um pen drive, um relógio e documentos** que foram encaminhados para perícia. Já na residência de Rodrigues, a PF apreendeu **R$ 3,5 mil em espécie, um veículo de luxo, um celular, notebooks, pen drive e HDs**, além de documentos relevantes para a investigação.

As investigações da Polícia Federal, que se iniciaram em novembro do ano passado, concentram-se na aplicação de **R$ 970 milhões** pelo Rioprevidência em títulos emitidos pelo Banco Master. Esses aportes, que ocorreram em nove ocasiões entre novembro de 2023 e julho de 2024, são o foco central das suspeitas de irregularidades. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a destinação desses vultosos recursos para o Banco Master levanta sérias questões sobre a segurança e a legalidade das transações financeiras realizadas.

A Polícia Federal suspeita que tanto dirigentes do Rioprevidência quanto do Banco Master possam ter cometido crimes graves. Entre os delitos apontados estão **gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor**. Além disso, a investigação também apura a existência de **associação criminosa e corrupção passiva**. Essa notícia, devidamente apurada pelo Campo Grande NEWS, ressalta a importância da transparência em órgãos públicos.

Posição do Rioprevidência e o Impacto nos Servidores

Antes da renúncia e subsequente exoneração de Deivis Marcon Antunes, o Rioprevidência havia emitido comunicados negando quaisquer irregularidades. A autarquia garantia que os **pagamentos de aposentados e pensionistas pelo fundo único de pensão estavam ocorrendo normalmente**. No entanto, a operação da PF e as apreensões realizadas indicam que as investigações são profundas e visam elucidar as circunstâncias das aplicações financeiras.

A situação gera apreensão entre os servidores públicos do Rio de Janeiro, que dependem do Rioprevidência para garantir seu futuro financeiro. A confiança na gestão do órgão é fundamental, e as investigações em curso, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS, buscam restaurar essa confiança através da responsabilização de eventuais culpados e da garantia de que os recursos públicos serão aplicados de forma segura e legal.

A atuação do governador Cláudio Castro em exonerar o presidente após a deflagração da operação demonstra uma postura de **resposta rápida a crises institucionais**. A expectativa agora é que as investigações prossigam com celeridade e que a verdade sobre as aplicações financeiras do Rioprevidência venha à tona, assegurando a proteção do patrimônio dos servidores.