Pastor é preso em Campo Grande por estuprar enteadas, filha e ex-esposa por uma década

Um pastor de 41 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em Campo Grande, sob a grave acusação de ter praticado estupro contra suas enteadas, uma filha e também a ex-esposa. Os crimes, segundo as investigações, teriam se estendido por um período de dez anos, abarcando o intervalo entre 2014 e 2024.

A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), unidades policiais da capital sul-mato-grossense. O caso veio à tona na última terça-feira (20), quando a ex-esposa do religioso procurou a 1ª Deam para registrar a denúncia.

De acordo com o relato policial, a denúncia surgiu após uma conversa familiar, motivada por conflitos decorrentes da separação do casal. Nesse contexto, duas enteadas e uma filha do pastor teriam revelado os abusos sexuais que sofreram quando ainda eram crianças e adolescentes. As vítimas apontam que os crimes ocorreram ao longo de uma década.

Investigação e prisão preventiva

Com base nas informações prestadas pela ex-esposa, a delegada plantonista representou pela prisão preventiva do suspeito. A Justiça atendeu ao pedido e decretou a ordem de prisão, que foi cumprida na manhã desta quinta-feira. A DEPCA assumiu a condução das investigações, dada a presença de vítimas menores de idade entre as denunciantes.

O pastor preso será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que todas as providências de polícia judiciária foram adotadas, incluindo o encaminhamento das vítimas para exames periciais e a adoção de medidas de proteção necessárias para garantir a segurança e o bem-estar delas.

Enquadramento legal e aumento de pena

A conduta do pastor, em relação às vítimas menores de idade, foi enquadrada no Artigo 217-A, caput, c/c Artigo 226, inciso II, ambos do Código Penal. Este artigo tipifica o crime de estupro de vulnerável, uma tipificação que prevê penas mais severas.

Além disso, a pena para o crime de estupro de vulnerável pode ser aumentada em casos específicos. No presente caso, a pena é agravada pelo fato de o acusado ter exercido autoridade sobre as vítimas, configurando a relação de padrasto e pai. Essa circunstância, conforme o Código Penal, implica um agravamento da pena a ser aplicada.

O caso chocou a comunidade de Campo Grande e levanta discussões importantes sobre a proteção de crianças e adolescentes dentro do núcleo familiar. A atuação rápida das polícias Civil e Judiciária foi crucial para a prisão do suspeito e o início da apuração dos fatos, conforme o Campo Grande NEWS checou. A polícia segue trabalhando para coletar todas as evidências necessárias e garantir que a justiça seja feita.

A força-tarefa composta pela DEPCA e Deam demonstrou a importância da integração entre as delegacias especializadas para lidar com casos complexos de violência sexual. A colaboração entre as unidades permitiu uma resposta ágil e eficaz à denúncia, desde o registro inicial até a prisão do investigado. A atuação conjunta é fundamental para assegurar que os direitos das vítimas sejam preservados e que os responsáveis sejam punidos. O Campo Grande NEWS acompanhou os desdobramentos da prisão e os detalhes da operação policial.

Casos como este ressaltam a necessidade de um diálogo aberto dentro das famílias e a importância de que vítimas se sintam seguras para denunciar. A Polícia Civil reforça que canais de denúncia estão disponíveis e que o sigilo é garantido. A sociedade civil e as instituições precisam estar atentas para prevenir e combater a violência sexual, especialmente contra vulneráveis. O Campo Grande NEWS reforça a importância da informação e do apoio às vítimas.