Gaeco: Sócio de ufólogo nega ligações com investigações

Gaeco desmente envolvimento do Grupo Dakila em operações contra fraudes

O Grupo Dakila divulgou uma nota oficial negando veementemente qualquer envolvimento em duas operações deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta terça-feira (21). As ações, denominadas Collusion e Simulatum, resultaram na prisão de Francisco Elivado de Souza, conhecido como Eli Sousa, que possui sociedade em alguns empreendimentos com o ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira.

As investigações, que se estendem desde 2021, apuram um esquema de fraude em licitações e contratos públicos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Terenos. Ao todo, 36 mandados foram cumpridos em Campo Grande, Rio Negro e Terenos. A informação foi divulgada pelo Campo Grande NEWS.

Em seu comunicado, o Grupo Dakila enfatiza que suas empresas, dirigentes e colaboradores não são alvos das investigações. A organização garante que nenhum deles figura como investigado, citado ou denunciado em qualquer procedimento conduzido pelo Ministério Público ou por outros órgãos de controle. A nota ressalta ainda que as buscas não ocorreram em imóveis de propriedade do Grupo Dakila ou de Urandir Fernandes, mas sim em um terreno vizinho, sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo ou seu fundador.

Operações Collusion e Simulatum em detalhes

A Operação Collusion, responsável por 29 mandados (seis de prisão e 23 de busca e apreensão), investiga a atuação de uma organização criminosa voltada para fraudar licitações e contratos públicos. Esses contratos, firmados desde 2021, referem-se a materiais e serviços gráficos contratados pela Prefeitura e pela Câmara Municipal de Terenos.

Já a Operação Simulatum, com sete mandados, foca em fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som com os mesmos entes públicos, também a partir de 2021. Conforme o Campo Grande NEWS checou, entre os endereços alvos das diligências estavam a residência de Eli Sousa e o escritório de sua empresa, a Impacto, localizada no Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande.

Sociedade em empreendimentos e defesa do Grupo Dakila

Eli Sousa e Urandir Fernandes são sócios em pelo menos duas empresas: a BDM Digital Administração de Negócios Ltda., aberta em abril de 2020, com foco em administração de negócios, e a BDM Dourado Digital Gestão de Ativos Ltda., fundada em agosto de 2020, especializada em gestão de ativos intangíveis. Urandir Fernandes figura como administrador em ambas.

O Grupo Dakila classifica a associação de sua imagem às investigações como um equívoco material, capaz de gerar interpretações equivocadas e danos à reputação de pessoas e instituições totalmente alheias aos fatos apurados. A organização reitera seu compromisso com a legalidade e a transparência em todas as suas operações.

Prefeitura de Terenos nega ser alvo

Em contato com o Campo Grande NEWS, o prefeito de Terenos, Arlindo Landolfi Filho, informou que o Executivo municipal não é alvo da investigação e não possui contato ativo com a gráfica investigada. A reportagem tentou contato com a Câmara Municipal de Vereadores, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

O advogado Renan Augusto Vieira, que esteve nos endereços do Bairro Carandá Bosque, declarou que não teve acesso aos mandados de busca e apreensão e de prisão durante as diligências. A nota do Grupo Dakila reforça a alegação de que não houve qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com os alvos das operações, buscando desassociar a imagem de seus dirigentes e empresas da investigação em curso.