Mulheres relatam importunação sexual em UPA de Campo Grande

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um procedimento para investigar denúncias de importunação sexual ocorridas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, em Campo Grande, entre a noite de 7 e a madrugada de 8 de janeiro deste ano. Os relatos anônimos descrevem situações perturbadoras envolvendo pacientes que aguardavam ou recebiam atendimento na unidade.

MPMS apura importunação sexual em UPA de Campo Grande

As investigações do MPMS visam esclarecer os fatos ocorridos na UPA Santa Mônica, onde pacientes teriam sido vítimas de importunação sexual. As denúncias, feitas de forma anônima à Ouvidoria do MPMS, apontam para a conduta inadequada de um homem e de um médico plantonista.

Conforme os relatos, um homem teria se masturbado no saguão da unidade, em frente a outras pacientes. A situação teria sido agravada pela inércia do vigilante de plantão, que, segundo a denúncia, estaria dormindo e não teria tomado providências imediatas.

Adicionalmente, um médico plantonista é acusado de fazer comentários de cunho inadequado e de duplo sentido às pacientes durante o atendimento. Em um dos casos citados, o profissional teria minimizado a gravidade da importunação sexual ocorrida na sala de espera, chegando a dizer a uma paciente que compreendia a atitude do agressor.

O MPMS classificou a manifestação como uma Notícia de Fato e a distribuiu às Promotorias Criminais de Campo Grande. O procedimento pode levar à abertura de um inquérito policial e à adoção de outras medidas legais cabíveis para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos, se comprovada a autoria.

Vigilante teria dormido durante importunação no saguão

A denúncia detalha que o homem em questão entrou na UPA e se masturbou no saguão, expondo as pacientes presentes. A falta de ação do vigilante, alegadamente por estar dormindo, é um ponto crucial na investigação, levantando questões sobre a segurança e a vigilância dentro da unidade de saúde.

A rápida fuga do suspeito após o ato, segundo o relato, impossibilitou sua identificação imediata no local. No entanto, as investigações do MPMS buscam coletar outras evidências e testemunhos para reconstruir os acontecimentos e identificar o autor da importunação.

Médico teria minimizado o assédio e feito comentários inadequados

Durante o atendimento médico, um profissional teria proferido frases constrangedoras às pacientes. Um dos exemplos citados na denúncia é a pergunta “você gosta de picada”, seguida por um comentário em relação à paciente: “Até dá para entender ele ter feito isso, bonita como você é”.

Essa postura do médico, ao invés de acolher e proteger as pacientes, teria sido de desvalorização da gravidade do ocorrido, demonstrando uma aparente falta de empatia e profissionalismo. O MPMS considera esses depoimentos como elementos importantes na apuração do caso.

Secretaria de Saúde e CRM/MS prometem investigar

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que, até o momento, não havia registro oficial de denúncia ou notificação do Ministério Público sobre o caso. Contudo, a pasta garantiu que irá apurar os fatos internamente e reiterou seu repúdio a qualquer forma de importunação ou assédio sexual.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) também se pronunciou, afirmando que toda denúncia recebida é tratada com seriedade. O órgão realizará uma análise técnica preliminar e, caso sejam identificados indícios de infração ética, um procedimento será instaurado, garantindo o contraditório e a ampla defesa aos envolvidos.

O MPMS ressaltou que, por se tratar de uma denúncia anônima, a apuração seguirá os trâmites legais. Isso inclui a análise de registros internos da unidade e outras diligências necessárias para o completo esclarecimento dos fatos. A comunidade aguarda respostas e medidas eficazes para garantir a segurança em ambientes de saúde, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

Este portal, Campo Grande NEWS, tem acompanhado de perto casos que afetam a segurança e o bem-estar da população. A investigação do MPMS é um passo crucial para assegurar que a justiça seja feita e que medidas preventivas sejam implementadas na UPA Santa Mônica. O Campo Grande NEWS continuará a trazer atualizações sobre o desenrolar deste caso.