Grávida atacada por pitbull recebe alta sem complicações para o bebê

Uma gestante de 25 anos, que estava com 36 semanas de gravidez, recebeu alta médica após ser vítima de um ataque de pitbull no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira (19) e, felizmente, tanto a mãe quanto o bebê passam bem, sem complicações graves.

O ataque aconteceu quando a mulher caminhava pela rua, sendo surpreendida pelo animal que estava solto. As mordidas atingiram a região do abdômen e da perna da gestante, que precisou ser socorrida e levada à Santa Casa de Campo Grande. A notícia, que ganhou destaque na mídia local, foi confirmada pela unidade de saúde na tarde desta terça-feira (20).

Conforme informações divulgadas pela Santa Casa, a paciente deu entrada na unidade hospitalar na noite de segunda-feira. Exames detalhados foram realizados para verificar o estado de saúde da gestante e, principalmente, do feto. Os resultados trouxeram alívio: o bebê apresentou batimentos cardíacos normais e não foram identificadas complicações significativas.

Bebê a salvo e gestante liberada

A equipe médica da Santa Casa informou que, após uma avaliação completa, ficou constatado que o fluxo sanguíneo fetal estava preservado, um indicativo crucial de bem-estar para o desenvolvimento do bebê. Com a confirmação de que não havia riscos imediatos, a gestante recebeu alta hospitalar. Ela foi orientada a manter o acompanhamento pré-natal rigoroso, como é recomendado para gestações em estágio avançado.

O ataque ocorreu por volta das 18h40 de segunda-feira. Testemunhas relataram que o pitbull, que estava solto na via pública, avançou sobre a mulher. As mordidas iniciais foram nas pernas, o que fez a vítima cair. Em seguida, o animal atingiu o abdômen dela. A rápida intervenção de moradores da região, que atiraram objetos contra o cão para afastá-lo, foi fundamental para conter a agressão.

Histórico de agressividade e investigação policial

Moradores locais apontaram à polícia que o cão frequentemente ficava solto no terreno da residência, sem a devida contenção, como cercas. Há relatos de que o mesmo animal já teria se envolvido em outros incidentes, o que gerava apreensão entre os vizinhos. O caso está sob investigação da Polícia Civil, que apura a omissão de cautela na guarda do animal.

A tutora do pitbull, uma mulher de 32 anos, foi localizada pela Polícia Militar. Ela alegou ter tentado controlar o animal, mas sem sucesso. A tutora foi encaminhada à delegacia, e a ocorrência foi registrada inicialmente como omissão de cautela na guarda de animal, lesão corporal culposa e maus-tratos. A Polícia Civil segue com as apurações para determinar as responsabilidades.

Declarações da tutora e preocupações futuras

Em declarações posteriores ao Campo Grande NEWS, a tutora do animal admitiu que o pitbull já havia atacado uma criança de 4 anos em uma situação anterior, em um endereço distinto. Ela expressou receio de represálias no bairro, incluindo a possibilidade de envenenamento do cão. A tutora também mencionou que, embora o pitbull seja dócil com a família, seu comportamento muda drasticamente quando está solto na rua.

O portal Campo Grande NEWS checou que a omissão de cautela na guarda de animais é um crime previsto em lei, visando coibir negligências que podem resultar em acidentes graves. A investigação policial buscará esclarecer todos os fatos e responsabilidades envolvidas neste incidente, que poderia ter tido consequências ainda mais trágicas.

O caso serve como um alerta sobre a importância da posse responsável de animais, especialmente de raças com histórico de força e potencial agressivo. A segurança da comunidade e o bem-estar dos animais dependem de tutores conscientes e atentos às normas de segurança. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a legislação brasileira prevê punições para casos de omissão de deveres por parte dos tutores.