Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM aos 73 anos

O Brasil perdeu neste domingo (18) uma figura proeminente da vida pública e do setor mineral: Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), faleceu em Brasília aos 73 anos. A notícia de sua partida, após um período de tratamento contra um câncer de pâncreas, foi divulgada pelo próprio IBRAM, que lamentou profundamente a perda.

Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Mineração, o velório de Raul Jungmann seguirá um desejo pessoal do ex-ministro, com uma cerimônia reservada apenas para familiares e amigos mais próximos. Sua ausência deixa um vazio significativo em diversos setores que ele ajudou a moldar ao longo de sua carreira.

Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, um defensor da democracia e profundamente comprometido com o interesse público, como destacou Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM. Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral com sua visão estratégica e integridade.

Trajetória pública de mais de cinco décadas

Nascido em Pernambuco, Raul Jungmann dedicou mais de cinquenta anos de sua vida ao serviço público no Brasil. Sua jornada política começou cedo, com mandatos como vereador e, posteriormente, deputado federal, onde representou os interesses de seus eleitores e contribuiu para o debate legislativo.

Sua experiência e capacidade de gestão o levaram a ocupar posições de destaque em governos federais. Jungmann liderou quatro importantes ministérios em diferentes gestões, demonstrando versatilidade e comprometimento com causas diversas. Ele foi ministro da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Posteriormente, no governo de Michel Temer, Raul Jungmann assumiu as pastas de Defesa e de Segurança Pública, demonstrando sua aptidão para lidar com áreas sensíveis e estratégicas para o país. Essa vivência multifacetada em diferentes áreas do poder público consolidou sua reputação como um gestor experiente e um político de visão.

Liderança no IBRAM e a defesa da mineração sustentável

Em 2022, Raul Jungmann assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), assumindo um novo desafio em sua carreira. No comando da entidade, ele se dedicou a promover uma **agenda de transformação no setor mineral**, com um forte foco na defesa de uma mineração cada vez mais comprometida com a **sustentabilidade**.

Sua visão para o setor mineral ia além da exploração de recursos, buscando integrar as atividades com as melhores práticas ambientais e sociais. Jungmann trabalhava para que a mineração brasileira fosse reconhecida não apenas por sua importância econômica, mas também por seu **compromisso com o futuro do planeta**.

O legado de Raul Jungmann no IBRAM é marcado pelo **diálogo**, pela **visão estratégica** e pela **integridade**, características que, segundo Ana Sanches, fortaleceram a entidade e beneficiaram todo o setor mineral. Sua atuação buscou alinhar os interesses da indústria com as crescentes demandas por responsabilidade socioambiental.

Um defensor da democracia e do interesse público

A presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, ressaltou a importância de Jungmann como um homem público de grande calibre. Ela o descreveu como um **defensor da democracia** e alguém que sempre colocou o **interesse público** acima de tudo.

Sua trajetória de vida foi marcada pela dedicação à coisa pública, desde os cargos legislativos até a liderança de ministérios e, mais recentemente, do IBRAM. Essa longa e diversificada experiência o capacitou a ter uma compreensão profunda dos desafios e oportunidades do Brasil.

Apesar de sua luta contra o câncer de pâncreas, Raul Jungmann manteve seu compromisso com suas responsabilidades até onde lhe foi possível. Sua partida representa uma perda para o setor mineral e para a política brasileira, deixando uma marca de **serviço público e compromisso**.