Uma discussão familiar por um motivo aparentemente banal terminou em tragédia na tarde deste domingo (18), no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. Romário Paes Cardoso, de 52 anos, foi morto com seis tiros na cabeça desferidos pelo próprio filho, Adriano, de idade não informada. O crime ocorreu após um desentendimento que envolveu a madrasta de Adriano, a esposa dele e bolas de crianças espalhadas pelo quintal. O rosto da vítima ficou completamente deformado pelos disparos.
Segundo relatos de vizinhos e informações apuradas pela reportagem, a tensão começou quando a madrasta de Adriano pediu que ele recolhesse as bolas das crianças espalhadas pelo quintal. A situação se agravou com mensagens enviadas à esposa de Adriano, o que aumentou o conflito. O pai, Romário, tentou intervir ao ver o filho avançar contra sua companheira, mas acabou sendo alvejado fatalmente.
Conforme o Campo Grande NEWS apurou, brigas entre pai e filho eram frequentes, geralmente motivadas por disputas relacionadas ao terreno onde ambos moravam em casas separadas. O autor do crime fugiu em uma motocicleta logo após os disparos, chegando a cumprimentar vizinhos durante a fuga. Cerca de seis crianças presenciaram a cena brutal.
O início da briga e a escalada da violência
A confusão teve início com uma solicitação da madrasta de Adriano para que ele guardasse as bolas das crianças que estavam espalhadas pelo quintal. O pedido, segundo testemunhas, evoluiu para uma troca de mensagens com a esposa de Adriano, que acirrou os ânimos. A esposa, então, chamou Adriano, que estava em casa jogando videogame com crianças.
Em seguida, Adriano foi procurar as bolas e se envolveu em uma discussão com a madrasta. Testemunhas relataram que o rapaz chegou a avançar contra a companheira do pai. Romário, que estava bebendo com um vizinho dentro de casa, ao perceber a movimentação, entrou na discussão para tentar apaziguar os ânimos.
“Vai bater na minha mulher, filho da puta”, teria dito Romário ao ver que o filho estava prestes a agredir sua companheira. Foi nesse momento que Adriano sacou a arma e efetuou os seis disparos, todos na região da cabeça do pai. A violência chocou os presentes, incluindo cerca de seis crianças que assistiram a tudo.
Fuga e antecedentes de conflito
Romário morreu no local, antes mesmo da chegada das equipes de socorro. O autor do crime, Adriano, fugiu rapidamente em uma motocicleta. Curiosamente, conforme relatos de vizinhos, ele chegou a cumprimentar algumas pessoas durante a fuga. A esposa de Adriano também deixou o local em um carro.
Ainda de acordo com vizinhos ouvidos pela reportagem do Campo Grande NEWS, as brigas entre pai e filho eram constantes. As desavenças frequentemente giravam em torno de disputas pelo terreno que pertencia a Romário e da convivência no mesmo espaço físico. A dinâmica familiar, marcada por conflitos recorrentes, culminou na tragédia.
Investigação e depoimentos
A Polícia Militar e a perícia técnica estiveram no local para realizar os levantamentos iniciais da cena do crime. O delegado Felipe Rossato, que atendeu a ocorrência, informou à imprensa que Adriano efetuou o primeiro disparo e, ao ver o pai agonizando, retornou e atirou mais vezes. A crueldade do ato chocou os presentes.
A esposa de Adriano, que havia se retirado do local após o crime, retornou e conversou com o delegado. Ela, assim como outra mulher que estava na residência, será encaminhada à delegacia para prestar depoimento e esclarecer os detalhes do ocorrido. O caso será investigado pela Polícia Civil para apurar todas as circunstâncias do homicídio.
O Campo Grande NEWS continua acompanhando o caso e trará atualizações assim que disponíveis. A comunidade local está chocada com a violência do crime, que expôs as tensões familiares e a fragilidade da convivência em um mesmo espaço.

