Campo Grande sem ter o que fazer? Capivara guia desmistifica e revela tesouros escondidos da Capital

A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, muitas vezes é alvo de comentários que a pintam como um lugar com poucas opções de lazer e entretenimento. No entanto, uma iniciativa inovadora nas redes sociais está mudando essa percepção. O projeto Guatá, idealizado por Guilherme Arevalo, um estudante de Turismo da UEMS, usa a carismática capivara como mascote para desmistificar a ideia de que Campo Grande ‘não tem nada para fazer’. A proposta é mostrar de forma leve e educativa os atrativos, a cultura e as histórias únicas da região, incentivando o turismo local e em todo o Mato Grosso do Sul.

A escolha da capivara como símbolo não foi aleatória. O animal é um dos ícones mais reconhecidos de Campo Grande, presente no cotidiano da cidade e facilmente associado pelos moradores e visitantes. O objetivo é capitalizar essa identificação para criar uma comunicação próxima e despertar a curiosidade sobre o que a cidade realmente tem a oferecer, combatendo a percepção negativa que muitas vezes domina as conversas.

Guilherme Arevalo revelou que a inspiração para o projeto surgiu durante um estágio no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) do Aeroporto Internacional de Campo Grande. Ali, ele frequentemente ouvia comentários, inclusive de moradores locais, de que a cidade carecia de atrações. Essa constatação evidenciou uma lacuna significativa no conhecimento e na valorização do próprio potencial turístico da Capital.

Projeto nasce de experiência e ciência

A partir dessa vivência, o Guatá começou a ser desenvolvido como um projeto de iniciação científica e extensão universitária. Atualmente, o idealizador cursa Turismo na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Ele utiliza o mascote, a capivara, como um guia virtual. Este guia apresenta pontos turísticos, eventos culturais, manifestações artísticas e curiosidades por meio de postagens interativas e vídeos nas redes sociais, tornando a descoberta mais dinâmica e acessível.

A palavra ‘Guatá’, conforme explica Guilherme, tem origem indígena e significa ‘caminhar’ ou ‘explorar’, um conceito que se alinha perfeitamente com a proposta do perfil de incentivar a descoberta e o percurso pelos encantos da região. Essa conexão etimológica reforça a identidade do projeto e sua missão de guiar as pessoas.

O projeto Guatá é uma iniciativa sem fins lucrativos e está integrado a uma plataforma de turismo em desenvolvimento, com lançamento previsto para ainda este ano. A criação do Guatá também foi motivada pela falta de um espaço online consolidado e ativo, dedicado exclusivamente à divulgação turística de Campo Grande. Essa ausência dificultava o acesso a informações cruciais sobre atrações, experiências e programação cultural tanto para residentes quanto para visitantes.

Capivara virtual: um guia para o turismo local

O perfil nas redes sociais tem se destacado por apresentar a cidade de uma maneira diferente, desmistificando a fama de que Campo Grande é um destino sem atrativos. Através de conteúdos visuais e textos informativos, o Guatá mostra a diversidade de experiências disponíveis, desde parques e reservas naturais até a rica gastronomia e a vibrante cena cultural.

A estratégia de usar a capivara como embaixadora virtual tem se mostrado eficaz. A identificação imediata com o mascote cria uma ponte emocional com o público, tornando a mensagem mais receptiva e memorável. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa abordagem humanizada e divertida é fundamental para engajar as pessoas e mudar a percepção sobre a cidade.

O projeto não se limita apenas a mostrar os pontos turísticos já conhecidos. O Guatá também busca destacar iniciativas locais, pequenos empreendedores, artistas e eventos que muitas vezes passam despercebidos. A ideia é construir um roteiro completo e autêntico, que revele a verdadeira essência de Campo Grande e do Mato Grosso do Sul, combatendo ativamente a narrativa de que a cidade não tem o que oferecer.

Um convite à exploração e descoberta

A plataforma em desenvolvimento promete ser um hub centralizado de informações turísticas, reunindo tudo o que o visitante ou o próprio morador precisa saber para explorar a região. Com o Guatá como guia, a expectativa é que mais pessoas se sintam incentivadas a conhecerem ou redescobrirem Campo Grande, aproveitando ao máximo tudo o que ela tem a oferecer.

A iniciativa do Guatá reforça a importância de plataformas dedicadas e criativas para a promoção do turismo. Ao combater ativamente a desinformação e a má percepção, o projeto contribui para o desenvolvimento econômico e cultural da cidade. Conforme o Campo Grande NEWS observou, a linguagem acessível e o tom amigável das publicações atraem um público amplo, desde jovens até famílias.

O sucesso do projeto Guatá demonstra o potencial do marketing digital e da comunicação criativa para transformar a imagem de um destino. Ao dar voz e visibilidade aos encantos de Campo Grande, a capivara virtual se tornou um símbolo de esperança para o turismo local, provando que há muito para ver, fazer e explorar na Capital sul-mato-grossense. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, essa abordagem colaborativa e focada no positivo é um caminho promissor para o setor.