Mesmo sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, que morreu em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, já era apontado por moradores como um dos principais motivos de medo e terror no Residencial Reinaldo Busanelli, em Campo Grande. O indivíduo, identificado como integrante do PCC com a função estratégica de “.40”, estava em regime aberto domiciliar quando reagiu à tentativa de abordagem policial.
Terror no Condomínio: Faccionado do PCC Morto Mesmo com Tornozeleira
Um homem de 31 anos, que portava uma tornozeleira eletrônica, morreu após entrar em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Roger Costa Gonçalves, conhecido no submundo do crime pelo codinome “.40”, era apontado por moradores do Residencial Reinaldo Busanelli como um dos responsáveis pelo clima de medo e insegurança na região. As denúncias sobre sua presença armada e possível envolvimento com tráfico de drogas já haviam chegado às autoridades semanas antes do trágico desfecho.
Segundo investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Roger era um membro ativo do PCC (Primeiro Comando da Capital) e ocupava uma posição considerada estratégica dentro da facção. Sua função como “apoio do resumo da Bahia” o colocava em um setor interno responsável por articular informações, manter a comunicação entre integrantes e dar suporte ao funcionamento da organização criminosa. Essa atuação era vista como relevante para centralizar recados, repassar ordens e manter o controle interno, inclusive com contatos fora do estado.
Conforme apurado pela reportagem, desde que deixou o sistema prisional, Roger circulava livremente pelo condomínio, ostentando armas e, segundo relatos de vizinhos, estaria envolvido com o tráfico de drogas dentro do próprio residencial. As queixas foram formalizadas através de diversas denúncias anônimas feitas nas últimas semanas, evidenciando a gravidade da situação e o temor dos moradores em relação ao faccionado.
Ação Policial e Confronto Fatal
Diante do volume de informações e da seriedade das denúncias, equipes do Batalhão de Choque foram enviadas ao apartamento onde Roger residia, localizado no terceiro andar do condomínio. Durante a tentativa de abordagem, que ocorreu no horário do almoço desta quarta-feira (14), Roger teria reagido de forma violenta, disparando contra os policiais com um revólver. A ação resultou em revide por parte da guarnição, e o faccionado foi alvejado.
Apesar de ter sido socorrido após o confronto, Roger Costa Gonçalves não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. A ocorrência policial aconteceu na última rua do condomínio, gerando momentos de pânico entre os moradores. Relatos de vizinhos descrevem uma sequência de disparos ouvidos, seguida pelo acionamento das sirenes das viaturas policiais. Pessoas que estavam em apartamentos próximos se abrigaram em suas residências, temendo pela própria segurança em meio ao tiroteio.
Ligação com o PCC e Histórico Criminal
Além do histórico de intimidação no condomínio, a ligação de Roger com o PCC foi detalhada pelo Gaeco. Em denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ele é identificado pelo codinome “.40” e como “apoio do resumo da Bahia”. As investigações apontam que ele auxiliaria na logística e distribuição de celulares utilizados por detentos para comunicação com membros em liberdade e lideranças de outros estados. Essa função demonstrava sua posição de confiança dentro da facção, mesmo sem figurar como liderança máxima.
Roger foi denunciado por integrar organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Seu histórico criminal também inclui processos por porte e posse ilegal de arma de fogo, disparo de arma, furto, desacato e tentativa de homicídio. No momento de sua morte, ele cumpria regime aberto domiciliar, com o uso da tornozeleira eletrônica como dispositivo de monitoramento. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação evidencia a complexidade do monitoramento de criminosos e os desafios enfrentados pelas forças de segurança na contenção da criminalidade organizada.
O caso levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de monitoramento em casos de alta periculosidade e a necessidade de ações mais contundentes para garantir a segurança de comunidades que convivem com a presença de faccionados. O Campo Grande NEWS continua acompanhando os desdobramentos desta investigação e as reações dos moradores em relação à atuação policial no Residencial Reinaldo Busanelli. A atuação do Gaeco e a investigação aprofundada, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS, são cruciais para desarticular redes criminosas e trazer tranquilidade aos cidadãos.

