Incêndio destrói barracos, mas famílias lutam para reconstruir no mesmo local

Após incêndio, famílias que perderam barracos querem reconstruir no mesmo local

O dia seguinte ao incêndio que destruiu totalmente três barracos em uma área próxima à Homex, no Jardim Centro-Oeste, foi marcado pela resiliência. Sem alternativas imediatas, as famílias afetadas recorreram a abrigos improvisados com o apoio de amigos e amigos e manifestaram o forte desejo de permanecer na área onde suas moradias foram consumidas pelas chamas. A suspeita é de que um curto-circuito tenha iniciado o fogo, que se espalhou rapidamente pelas moradias improvisadas.

Entre os atingidos estão um catador de reciclagem, uma diarista com seus dois filhos e duas famílias colombianas, que perderam todos os seus pertences. Apesar da devastação, o espírito de comunidade e a vontade de recomeçar são evidentes. As famílias contam com o apoio da pastora Maria Ivanir dos Santos, responsável pelo projeto Tochas, que está recebendo doações para auxiliar na reconstrução.

Um recomeço após perder tudo

Jean Dalmas de Oliveira, de 59 anos, que vive da reciclagem, viu seu barraco ser completamente destruído. Ele morava na área há cerca de três anos, acolhido pela pastora Maria Ivanir após um período em situação de rua. No momento do incêndio, Jean não estava em casa, mas lamentou a perda de seus poucos bens. “Tinha umas coisinhas de pobre, mas já tinha umas coisas”, relatou. Com a ajuda da pastora, ele encontrou abrigo temporário em uma cabana próxima, mas sua determinação é clara: ele não quer deixar a área.

Ana Cláudia Ferreira Ocampo, diarista de 44 anos, que morava com seus dois filhos, de 12 e 17 anos, descreveu o barraco como o único patrimônio que construiu. “Era a única coisa que eu tinha, agora eu não tenho mais nada. Não tenho condições de pagar aluguel”, desabafou. Ela contava com o dinheiro para terminar o piso e já havia comprado o cimento. “Agora é reerguer, com fé em Deus, só não pode desanimar”, disse, demonstrando força diante da adversidade.

Solidariedade em meio à tragédia

A manhã de sábado (10) foi de trabalho árduo para os moradores, que se uniram para limpar a área afetada. “Nós ficamos arrumando, tirando as coisas. Tirando o que estava queimado”, contou Ana Cláudia. A maior preocupação, segundo ela, é com a documentação familiar perdida no incêndio. “É uma coisa ruim, um sufoco que a gente não sabe por onde começar. Vontade de chorar, hora que dá vontade de desistir. Quando a gente é sozinho é mais fácil, ruim quando tem crianças. Minha filha ainda não acredita que queimou tudinho as coisas dela”, completou, emocionada.

O fogo também atingiu o barraco onde viviam duas famílias colombianas. Isabel Correia, uma das moradoras, destacou o apoio recebido dos outros residentes. “Sinto que não estamos sozinhas”, afirmou. Esse acolhimento fortalece a decisão da família de permanecer na região. “Pretendemos construir no mesmo lugar. Não queremos voltar à Colômbia”, declarou, mostrando o desejo de reconstruir suas vidas ali.

Como ajudar na reconstrução

As famílias agora buscam doações para reconstruir suas moradias. A pastora Maria Ivanir dos Santos, do Projeto Tochas, é o ponto de contato para quem deseja ajudar. As doações podem ser feitas através do Pix: (67) 9928-69201. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a comunidade local tem se mobilizado para oferecer suporte, evidenciando a força da união em momentos difíceis.

A notícia do incêndio e da luta pela reconstrução foi amplamente divulgada pelo Campo Grande NEWS, que acompanha de perto as questões da comunidade. A resiliência dessas famílias serve de exemplo, e o desejo de permanecer no local demonstra um forte vínculo com a área, apesar da perda material. O Campo Grande NEWS continuará a acompanhar os desdobramentos e a informar sobre as necessidades da comunidade.